quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Natal em casa

Finalmente as férias chegaram!

Pra além da obra, este foi um ano complicado. Gripe suína, retomada de crise, montar uma ópera com crianças de 14 anos e depois ser demitido, fazer um show pela paz com a secretaria de cultura da cidade de São Paulo, que na última hora corta a verba da gente...

Ainda ontem o Léo Cortez esteve aqui para a gente terminar a confecção de um novo projeto para o SESI, da peça nova dele. Eu fiz a diagramação toda e ele os textos. O Daniel fez todo o orçamento. Trabalhamos ainda nesta semana, esperando que isso dê frutos daqui a alguns meses.

Até ontem, seu Vando e o Batista estavam aqui trabalhando.

Final da tarde de ontem, desci no Violeta, o supermercado aqui do bairro. Comprei um pacotinho de Bohemias, coloquei na geladeira e deixei gelando...

Estamos de bode... Sem nada para fazer. Esperando chegar às 21hs para ir até a casa dos meus pais comemorar o Natal.

Maravilha.

Enquanto escrevo, aprecio a cervejinha gelada desde ontem.

Férias.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

mar azul também tem onda...

Hoje é dia 22/12. Nunca cheguei a essa data do ano sem mais o que fazer que arrumar malas e viajar. Claro, também vou arrumar malas e viajar, mas só no sábado. Aliás, acho que eu nunca na vida passei Natal em SP.

Hoje acordei com um cheque voltando, o que antes daria um mal-estar de uma semana, mas resolvi o assunto em meia hora. Definitivamente, entrei em férias mentais. Resolvi assumir que o mundo real nunca está pronto e a gente não pode esperar o fim dos problemas para parar tudo e descansar.

A Marcha Mundial saiu de SP ontem, deixando grandes superações e questões pendentes. A obra ainda segue, provavelmente até final de janeiro. O documentário que eu estava fazendo na ESPM não acabou agora, conforme eu pretendia. Mas o mundo não termina em 2009.

Esse último mês foi uma prova de resistência. Foi como atravessar o oceano ouvindo o canto da sereia sem se atirar ao mar. Aliás, a cidade tb virou mar. Muita coisa aconteceu.

Mas hoje me veio um agradecimento tão grande... Independente de um quintal pronto, o Dja armou a piscina que a Denise deu e o Pedro pôde ter um dia fresquinho, feliz e lúdico, brincando com o Dudu.





Eles nadaram, depois ficaram assistindo Branca de Neve. Túnel do tempo. Lembrei que férias era tempo de ver desenho, brincar na piscina, brincar com amigos, tomar sorvete, comer pipoca. Aí fui fazer pipoca e sorvete já tinha. Aí me vi sendo a mãe que prepara o dia delicioso de férias, e lembrei que minha mãe fazia isso, e fazia pão no forno, suco e bolo. E eu lembrei que vou pra Franca e minha mãe continua fazendo isso, e percebi que hoje tenho a alegria de ser ao mesmo tempo filha e mãe. E que essas coisas são simultaneamente compatíveis.

E aí fizemos os cálculos do andamento da obra, pra chamar o time de pintores que virá. O seu Vando, aqui, com aquele chapéu de sempre, tocando as coisas numa tranqüilidade que só ele, sem stress, sem problemas, só sorrisos. A cisterna quase pronta, o canteiro lateral pronto, a bagunça com uma perspectiva de fim. E eu ajudando a Jô a arrumar a casa, coisa que hoje eu tive um prazer infinito de fazer, sem o medo besta de estar virando dona de casa assim como quem vira lobisomem.

Aí, no final da tarde, com o Dja dormindo com o Pedro na cama, eu estava tão aliviada de tudo que resolvi tomar banho de banheira. É claro que não enchi ela inteira porque ia acabar com a água do planeta, mas deu pra fazer que nem criança: enfiar o ouvido na água e não ouvir nada. E olhei pra barriga de 7 meses e meio e percebi que ela existia.

Depois subi no terraço. Temos uma casa-spa, com terraço pra ver pôr-do-sol, mas só agora estamos curtindo. Não sei quantos sóis se pondo já vi aqui, muito poucos. A gente não vai muito no terraço porque tem cara de coisa inacabada e coisa inacabada tava dando aflição. Mas hoje subi lá em cima e me pareceu que falta tão pouco...e um vento soprou de repente...

...e eu vi uma meia lua depois de um monte de azul.


Aí sentei no computador com vontade de escrever. O banho foi bom, mas deu calor. E aí liguei o ventiladorzinho robótico-gambiarra que o Dja fez pra mim. Aí me deu ataque de ternura. Umas ganham flores, outras, ventiladores. E liguei a maquininha feita com restos de interruptores e CDs pra sentir a brisa de um amor inventor.


Foram muitos os presentes em 2009.

Obrigada, obrigada, obrigada.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Os kits da ACME do Coyote...

Aqui na casa existem algumas invenções minhas que estão ficando muito bacanas. Dá orgulho de ver certas coisas funcionando no dia a dia. O filtro da cozinha fica apoiado numa pratelereira de vidro, com um registro de água direto na tampa do danado. É só girar o registro e o filtro enche em menos de 30s, por causa da enorme pressão que temos na água da caixa.

O botijão de gás fica do lado de fora da casa, junto com os vazilhames de cerveja, numa laje que fizemos debaixo do patamar do primeiro lance de escada. Debaixo do chão da cozinha, em linha reta com os botijões, segue um tubo de cobre cuja ponta sai atrás do nosso fogão.

Debaixo da escada fica a geladeira, idéia do Hélio. Mas um tapume de MDF que um dia vai virar uma estante para DVDs, som, media center, etc... com todas as conexões de rede, antena e etc... distribuídos para o escritório, isso foi coisa minha...

Enchemos o quintal da casa com terra e abaixo dela, um sistema de drenagem feito com canos de PVC furados e revestidos com manta-bidim. Sobre os canos, argila expandida e areia. Isso foi coisa minha. Toda a água de chuva que cai na casa corre por esses dutos até chegar numa cisterna, com dois mil litros de água. Na cisterna, uma bomba ligada em duas bóias de nível: uma na cisterna, que é acionada quando a água da cisterna está no nível seguro para a bomba trabalhar; a outra está na caixa d'água de reuso, que fica na torre da escada, abaixo das duas caixas de inox, e é acionada quando a caixa está vazia. Então a bomba funciona somente quando a cisterna estiver cheia de água e a caixa d'água, vazia.

No corredor do quintal, um canteiro para uma horta, com a tubulação de água de reuso passando por toda a extensão. Eu e meu pai passamos uma fiação para ligar válvulas de entrada de água de uma máquina de lavar roupas (solenóides), que me custaram R$ 12,00 cada. Essa fiação esta conectada a um TIMER digital que permite que a gente controle quando o jardim vai ser irrigado, automaticamente.

Agora estou observando os ventos nesta época de chuvas. São fortíssimos e lá na torre, já estou pensando em implementar um sistema de energia elétrica a partir dos ventos. Além dos painéis solares, claro.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

facebook e o Sr Wando

Pois é. O Luis II nos deixou no mar de lama. Só ligou depois de uma semana, com novas histórias tristes. Mas a gente tinha uma história feliz pra contar.

No desolamento de mais um abandono, jogando-me de cabeça no facebook, onde passo alguns momentos lendo bobagem pra relaxar, coloquei, como quem não quer nada e nem acredita em coisa alguma, uma mensagem: "Alguém conhece um pedreiro que não dá bolo?"

A Letícia, provavelmente alguém que sabe o que estamos passando, respondeu imediatamente: indicou o Sr. Vando.

Assim como quem não acredita mas quer acreditar que pedreiro bom e indicado vai estar livre, liguei. E assim como quem vive um milagre, ouvi dele que esperava confirmação de mais 2 trabalhos, mas nada certo.

Era uma sexta. Já chamei o homem pro dia seguinte, pagando diária. Porque se é que eu aprendi alguma coisa nessa obra foi que a gente tem que agir rápido.

Ele veio, trabalhou direitinho, é gente fina, tudo de bom. A gente, já gato escaldado e ferido, até se arrepende da nossa "dureza do trato". Acertamos o novo "pacote", de novo sem ter a menor idéia de como pagar. Mas se é que aprendemos outra coisa nessa obra é que tem muita gente visível e invisível ajudando.

Daí algo bem invisível mesmo, o governo, deu uma restituição de IR surreal, que já cobre metade do pacote.

Final feliz. Ainda não é the end, mas tá quase.

dezembro e os carros

tenho vivido como nunca o efeito Gremlin de dezembro: os carros, em contato com a água, se multiplicam. Em horários de pico, viram criaturas horrendas que pulam pra cima da gente. Eu mesma viro um, às vezes.

entendi agora o que muitos falam sobre "viver do outro lado da ponte". a gente passa a calcular horários, caminhos, estratégias, e eu me pego saindo 1h antes de cada compromisso, levando 1h pra chegar de qualquer lugar.

mas sabe? vale a pena. A simples curva da nossa rua levando à visão dos tijolos aparentes relaxa tudo...

imagine quando tiver o jardim!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

a paz da interrupção

hoje, por razões adversas, depois da chuvarada de ontem, o clima mudou.

esfriou fora, calentou dentro. uma paz.

acordei na hora de sempre, pra fazer o café antes da obra começar. mas conforme eu já esperava, a obra hoje não aconteceu. o Luis não veio, e seria uma surpresa se ele viesse em plena sexta, depois do caos na cidade ontem, sem ajudante, e com todos os problemas familiares dele.

sem obras, a casa virou uma casa.

aí saímos pra fazer coisas mundanas, cotidianas, banais, como passar no mercado, padaria. voltamos, e o Pedro deitou-se no meu colo, como não fazia há muito tempo, só no tempo que ainda mamava. e eu, fazendo cafuné, em pleno silêncio de uma casa sem obras, senti uma paz tão gostosa, tão esperada, que pensei que seria impossível tendo a cisterna aberta, o quintal cheio de lama e mais um problema pela frente.

hoje a casa era um lar.

no meu colo, entre cafunés e silêncios, ele dormiu. o Dja saiu pra filmagem, e eu me vi sozinha, em plena sexta, em plena tranquilidade. respirei fundo e me lancei a resolver as pendências. Pra descontrair, entrei no facebook pra ler as bobagens de sempre, e como quem não quer nada perguntei se alguém conhecia pedreiro. A resposta veio rápida, e rapidamente liguei. o nome dele é Vando, e ele estava livre! amanhã vem aqui.

Já quis marcar, pelas dúvidas. o Vando tb mora longe, em Franco da Rocha, pros lados do outro Luis. Nenhum mora perto. é uma vida muito louca mesmo a deles. Ele vem amanhã ganhar o dia e fazer orçamento, caso o segundo Luis dê um cano na gente, o que pode muito bem acontecer. As tempestades não eram só no céu. A longo prazo numa obra, quando a novidade do trabalho desaparece, me parece que a vida de cada um deles começa a pesar, os problemas domésticos antes deixados tão longe começam a brotar das pedras, dos muros, dos tijolos, e viram fantasmas vagando pela obra. é uma sensação estranha, como ver todo o filme da injustiça e desigualdade passando, repetidamente, que nem o cocoricó do Pedro, nos muros do quintal. Nós somos uma família se estruturando, nascendo, crescendo, a dele desmoronando, e por mais que ninguém tenha culpa a comparação é inevitável e pesa pra caramba, pesa pros dois lados. mesmo sem culpa. porque esse mundo não está justo, e normalmente isso fica bem delimitado, mas na intimidade de cada dia não dá pra não pensar. E eu me pegava tendo pensamentos controversos, ao mesmo tempo a consciência de todos os problemas sociais chegando pela minha porta todos os dias, ao mesmo tempo querendo essa paz de hoje, essa paz de poder ficar só um pouco quieta com meus filhos sem saber de todos os problemas lá de fora. Cansada de tudo, com medo de ser injusta, mas louca pra ter uma casa que fosse só casa, afinal.

hoje foi assim.

fiz coisas estranhas, como escrever. dei uma chegadinha lá onde eu sou, verifiquei se eu ainda estava, e ainda era. Já não quero mais chorar, o ar melhorou no peito. E fazer cafuné entrou na agenda do dia.

Amanhã vem o Vando. não sei o que será. gostaria muito que o Papai Noel me desse um quintal pronto, pra virar o ano sem pisar na lama... mas só de ver que ainda tenho esse lugar dentro de mim, que eu só precisava de um dia de alento e cuidado, já é o maior dos presentes.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

muita coisa

Seriam muitos posts pra falar o que quero falar num só. primeiro, deixar registrado que eu levei 3 horas da Vila mariana até aqui hoje. tudo bem que hoje foi o PCC da chuva, que dezembro é o mês da vaca louca, mas 3 HORAS...

cheguei em casa, a primeira coisa que fiz foi correr pra ver a cisterna, pra ver se transbordou. Ainda bem, não. Ainda falarei dela.
CHUVA, CHUVA CHUVA. meu lado polyanna diz que é bom, que dá pra ver os problemas ainda em obras. meu lado selvagem diz que não quer mais ver problemas, nem obras, nem chuva. atualmente, estamos cercados por barro por todos os lados. Cavamos a cisterna, que um dia será motivo de alegria, e só agora o que já sabíamos tornou-se o inevitável: refazer todo o encanamento externo, por causa de um problema de altura onde está o cano, e onde está o ladrão. Não me peça pra explicar além disso, porque dá preguiça.


Aí vem as tragicomédias: não sei se já escrevemos isso aqui, mas há um mês mais ou menos o "pintor"nos deixou já tendo recebido tudo. tsc,tsc,tsc, isso não se faz, pagar adiantado. Mas a gente confia, e às vezes se descontrola. o fato é que o bicho sumiu.

minha mãe, na sua vinda maravilhosa que ajudou a transformar pelo menos a parte de dentro num lar, resolveu convocar a sua tropa de elite de Franca. sim, eles ficariam hospedados na sala por 15 dias. eu aguento? tem que, né? pois é: chegaram no dia marcado, no meio de uma dessas chuvas torrenciais que tem caído em SP, no meio do meu almoço, no meio da lama, eu atrasada pra sair e dar aula sem aguentar mais que o ano ainda não tenha acabado, e aí eles chegam com o Pedro chorando e eu já sabendo que ele sentia que eu ia sair, e o Dja fazendo teste pra comercial de cerveja, e o Luis falando que ia embora porque não tinha o que fazer na chuva, e ele tinha sim o que fazer mesmo com chuva, e os três pintores vendo o caos e a lama resolveram sensatamente dar meia volta e viajar mais 5 horas que perder mais tempo e dinheiro tentando trabalhar com barro do lado de fora e 2 semanas prevendo chuva. E iam deixar uma sacolinha de café que minha mãe tinha mandado, erraram e deixaram uma sacola de ferramentas, e eu cansada nem vi e ainda tive que despachar de volta.


E hoje o Luis não veio, não sei se porque pressentiu que a cidade ficaria pior do que já é em dezembro de chuva, ou se o que o Dja pressentiu pode ser que seja: talvez ele não volte. Nessa semana o "ajudante" não veio, provavelmente por problemas de cana, aguardente, essas coisas marditas. deu cano nele, ele na gente, a gente já prevendo problema, justo nessa semana, justo nessa semana, que a gente já PAGOU ADIANTADO e refez as contas com ele, combinamos de acertar o ajudante, que apesar das canas, adianta um lado.

No meio disso, graças a Deus, vendi minha câmera, ainda não recebi, mas vendi. Isso tem mais significado do que posso falar aqui hoje, mas comprei tranquilidade pra cabeça. quem comprou foi o Togun, um figura que fez o filme com o Dja.

Agora estamos no ar. não sabemos se o Luis volta ou não, se esse será mais um cano na história da casa, ou se foi um problema eventual. Choveu de madrugada, ele leva 3 horas pra chegar aqui. talvez isso tenha desanimado. a previsão do tempo tb não anima. mas vai saber? a gente tinha dado um prazo: esse ano. porque janeiro é mês de voltar a ser gente. é mês de voltar a ter espírito, de se preparar pro espírito novo que vai chegar na nossa família.

e pra falar tb de coisa boa... depois das tais 3 horas... tive essa surpresa no teto de casa:




sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Morando na obra

Já tem quase um mês que o nosso endereço é o da obra. Ainda não terminamos a casa pelo lado de fora, tomamos um cano do pintor, fizemos mil faxinas a cada uma dessas quatro semanas... Ao menos já organizamos todas as nossas coisas fora das caixas de papelão e já colocamos quase todas as prateleiras possíveis.

É muito legal chegar em casa e ver a coisa toda concretizada...

Nesse feriado, vou pendurar uns ganchos de rede, lixar umas paredes e jogar fora mais entulho. Que delícia! O entulho agora sai em sacos de lixo...

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Aqui. Finalmente.

Domingo a gente se mudou aqui para o Butantã, finalmente. Estou escrevendo esse post aqui da bancada do escritório, de frente para uma janela que um dia vai dar para uma trepadeira na parede. Atrás de mim, o Pedro assiste ao Cocoricó e à minha esquerda, na cozinha, a Clau ajeita o nosso almoço.

Acabei de descer do andar de cima, agoniado com a zona que ainda está a nossa casa. Caixas para todo lado, pintor terminando de resolver as paredes do quarto do Pedro e do nosso quarto, pedreiro assentando a pia do banheiro de cima e terminando a parede dos fundos da casa... A casa é nossa mas ainda é a obra deles também e isso vai gerando uma chateação sem fim. Os caras são muito bacanas, mas essa não é a casa deles. Então eles largam as coisas onde for mais fácil de pegar depois e outras coisas do gênero.

A gente queria fotografar o estado atual da mudança, mas não temos a menor idéia de onde está a máquina fotográfica. Ontem eu passei a tarde inteira organizando o escritório e a biblioteca, jogando coisas fora, dispensando caixas e parece que eu não fiz nada. Tentei resolver o cabeamento de rede, coisa que faço com tranqüilidade normalmente, e não consegui deixar a coisa funcionando.

Agora à tarde eu vou na Vespasiano acompanhar a vistoria do imóvel e depois passo na imobiliária para assinar a nossa saída de lá. Ainda tenho que trazer a escada marrom, garrafas de cerveja vazias e muitos vasos de planta que ainda ficaram. Estou rezando para não ter que pintar nem fazer nada na casa velha. Sexta-feira eu tenho a primeira diária do longa que vou fazer e reestréio "Escombros", peça que não faço a mais de um ano. Não posso nem pensar em ter outra coisa para fazer.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Nem cá nem lá

Estamos mudando... Finalmente. Até esqueci de escrever isso aqui, porque estou desmontando a casa na Vespasiano e montando a casa na Próspero. Hoje eu cheguei aqui na Lapa e me dei conta de que já não estou aqui. Tinha uma tomada do fogão rompida e eu só tirei o cabo do fogão e liguei em outra tomada. Se a casa ainda fosse a minha, eu teria arrumado a tomada.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

as pessoas amadas, o preciso e o amor das pessoas

é engraçado. esse mundo tá tão cheio de individualismo que às vezes a gente precisa precisar pra ver que tem ajuda. Tem um valor tão grande em conseguir fazer as coisas sozinho, "sem precisar de ninguém", que a gente esquece como pode ser bom precisar dos outros.

dessa vez, precisamos mesmo.

na reta final da coisa, tivemos surpresas lindas e surpresas desagradáveis. Fazendo e refazendo contas, fazendo, refazendo, vendo o que se podia vender ao invés de vender a alma, nos vimos cercados de carinho.

Dona Socorro e Seo Djair, sempre dispostos a colocar a mão na massa, a ficar com o Pedro nos momentos difíceis, sem falar da torcida...

Meus pais e o apoio de sempre, minha mãe recém-operada tentando ajudar de longe, mais do que já ajudou.

Imãos: Alf, e seus empréstimos a longo prazo. Felipe e Lucas, e a força nos multirões.

Irmãs: Denise, Dri, e as aparições carinhosas, força de sempre. Força de irmã, tão necessária agora, especialmente para mim, tão cercada de homens e guerras diárias, tão em falta com energia feminina, apesar do que pede uma gravidez. E nessas forças inesperadas de irmã, um presente da Dayse. 500 pounds! (nunca torci tanto pra esse câmbio subir!) Chorei até com a notícia, não só pelo alívio de parte das contas, mas por perceber tudo isso: ver que precisar pode ser bom pra gente perceber do quanto precisa pra viver, do que é essencial pra viver.

Obrigada a todos, por nos mostrar que a dependência do outro é uma bênção.

Só um sistema decadente, frágil e artificial acredita em self-made-man. todo o resto, verdadeiro, é pura dependência em harmonia. simbiose.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Coração Partido

Quando a gente é criança, ama tanto alguém, em tamanho silêncio, que até dói. Eu tinha me esquecido dessa dor de estar apaixonado e não ser correspondido. Essa dor de criança. Fui dispensado do Micael no sábado e estou com o coração partido desde então, como se o amor da minha vida tivesse me deixado.

Nada que eu tenha escutado, nada que eu pense, nada além do tempo parecem curar essa dor no peito. Essa dificuldade em seguir vivendo do mesmo jeito.

Nem mesmo estar no palco aliviou esse sentir. Nem mesmo o amor da minha família, tão especial. Nada.

Estou de aviso prévio, até dezembro, mas já não estarei com eles. Nem sei com que coração eu vou até lá assinar a papelada toda da minha demissão nessa semana.

Agora mesmo eu só penso que isso pode ter acontecido para que eu entenda de uma vez o que eu sei fazer com o teatro.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

o aqui-agora de agora II

Se há um momento de instabilidade, é esse.Acho que nunca passei por tanta coisa junta.Obra, Marcha Mundial, trabalhos de autoconhecimento, maternidade, gravidez, trabalho, e todas as tensões provenientes de tudo isso. Várias situações me colocando na berlinda, no limite, a maternidade me dando eixo para não sucumbir à auto-piedade. Sim, sempre se pode agüentar mais um pouco.Tenho tomado contato com sentimentos raros. Muita raiva, por exemplo. Ou talvez ela nunca tenha mostrado seu rosto de forma tão clara. Muita luz também. Muitos presentes da vida, mas nada, nada, sendo fácil. Tudo mais difícil que esperávamos na visão romântica, presentes que jamais esperávamos aparecendo do nada. Um presente, um desafio, um presente, um desafio, uma crise de choro, um dia esplêndido de autoconsciência, outra crise de raiva, um dia de luz. Sinto, sinceramente, que estou perdendo algumas referências do que penso ser, não dá tempo de sentar. Nem de descansar. Nem de voltar a ser o que era. O cansaço é muito, mas as situações exigem atenção constante, intenção constante, cuidado constante, e não param.Tem sido assim pra mim, pro Dja, pro Pedro (e talvez pro Gabriel)Ou seja, a gente tem que se amparar, um não consegue se escorar no outro. Não dá pra ninguém ser tadinho.Tenho me irritado com coisas simples, tenho me emocionado com coisas simples. Hoje, o Pedro tentava cantar a música que ouvia no carro. Foi uma cena tão singela, tão linda, e nada romântica, no meio de tanta fúria, de tanto tsunami, era ali, naquele carro sujo da obra, nesse dia tão peculiar de trânsito horrível, nesse dia em que o Dja matava mais um leão (ou enfrentava suas feras interiores), nesse dia em que eu só queria colo e era colo de três – nesse dia, ele cantando no carro com a língua meio presa, me fez descongelar e perceber a delicadeza que existe em todas as coisas. Estou em contato com sentimentos tão intensos, tão viscerais, que esse momento de pluma pairou no ar por um instante, encheu meu coração de alegria, e no segundo seguinte estava de novo no turbilhão ainda lidando com essa emoção.Tudo ao mesmo tempo, tudo agora. Nada trágico. Muita consciência de tudo, inclusive das armadilhas, das próprias compulsões, do desejo de fugir desesperadamente pra longe de que nem eu sei. Fico, fico, fico, chacoalho, desreferencio, me permito ser outras, me permito ser raiva, ódio, perdão. Me permito descer, e assim acredito nas luzes. Não são luzes românticas, luzes do “querer-ver”, mas as luzes que brotam da escuridão. Descendo, se sobe de verdade.As verdades. Viver as verdades, sem maquiagens, sem preconceitos, fazer disso a meta, o propósito. Sentir orgulho pra poder se arrepender. Sentir que se sente sentimentos condenáveis. Querer fazer um muro de fuzilamento e no momento seguinte perceber a criança ferida por trás da metralhadora. Sentir a tristeza da frustração e mesmo assim ter que dar o próximo passo, até saber que essa tristeza é passageira. Sentir, sentir, sentir, errar, pedir desculpas, ver o mecanismo, tentar acertar, ter que ganhar dinheiro, ver o dinheiro ir embora mais rápido que se pode ganhar, daí ganhar um presente da vida, agradecer o presente, perceber um novo desafio, cuidar do filho, esquecer de cortar as unhas dele, esquecer a água no fogo, estar com a casa encaixotada há três meses, amar e ser amada, saber que há alguém do lado dividindo as aflições, dividindo o pior e o melhor de cada um, podendo falar disso sem medo de que o outro vai me abandonar pelo feio que às vezes sou, nem que vou abandonar o outro pelo feio que às vezes vejo, saber que a vida real é essa, valente, profunda, às vezes desmedida, e quando se chega nessa corrente só se pode pedir mais um pouco de ar até que se chegue na margem. E se possa ficar só um pouco, só um pouco, no sol.Acho que nunca senti uma corrente de vida passando tão intensamente por mim, por dentro de mim, crescendo em mim, transbordando, e com tanta auto-consciência. Nunca passei tanto tempo sem pedir colo de mãe, até porque nesse momento é ela quem também precisa. A cada passo, a cada “não agüento” (como não, se a gente segue?) a cada nova surpresa, novas perplexidades. Cuidando da casa, das crias, do mundo, tentando, nisso tudo, entender de onde venho, tentando, nisso tudo, desacorrentar os personagens internos e conviver com cada um. Perder o medo da escuridão, encarnar de vez. Existir. Estou deixando de ser, ou passando a ser.Agradeço. E é só.

me deixa sair daqui?

algo pode ser pior do que vizinhos de baixo sem noção ligarem um PAGODE no último volume?
pode.
eles começaram a CANTAR JUNTO.

Aí eu recito meu mantra: estoudemudançaestoudemudançaestoudemudançaestoudemudançaestoudemudançaestoudemudançaestoudemudançaestoudemudança...

a escada já acabou. o Osmar tá quase acabando de lixar as paredes. Estou criando coragem pra ligar e ver se o vidraceiro passou por lá hoje (só falta o vidrão de cima pra fechar a casa toda, e esse já quebrou 2 vezes)

O Luis novo (que substituiu o antigo) trabalha com tamanho bom humor que não imagino como aguentamos tanto tempo o mau humor do outro.

Presentes, presentes, presentes. Hoje é dia de chuva, mas na obra faz sol.

(Porque te amo, porque te amo, porque te amuuuuu - é só o que essa música horrível diz. agora tem aplausos ao vivo)

conforme é visível, estou no limite de tolerância com qualquer chatice. mas feliz em saber que as coisas estão caminhando.

A lavanderia nova começou a ser feita hoje. E como nos empolgamos com as qualidades, o humor e o preço do novo Luís, fechamos um pacote pra fazer até a cisterna, pra terminar de uma vez com a quebradeira geral, cavar o que for necessário logo de uma vez, e eu já vou plantar minha árvore como coroação de uma nova etapa na vida.

(porque eu não consigo ser tão feliz como esse cantador de pagode? Agora ele grita que é feliiiíííííííííííiizzz, que é felíízzzz....)

O Osmar vai fazer um faxinão geral e a partir de semana que vem vamos colocar as CORES NAS PAREDES!

(tinha começado "Madalena", com a Elis Regina. Eu quase morri de alegria, mas claro, ela foi trocada bruscamente por "eu não aguento maaaaaaaais, aquela mulher, ela desconsiderou meu coraçãããão...)

estoudemudançaestoudemudançaestoudemudançaestoudemudançaestoudemudança

tem que aguentar até lá. tem jeito?

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Osmar e Luis


Osmar dando uma garibada nos tijolos da escada, feita pelo Barbosa. Ainda falta o grande vidro da torre, que quebrou na colocação. A vista dali onde está o Osmar é um espetáculo!

Aqui os ladrilhos hidráulicos que foram colocados hoje, no lugar onde o outro Luis fez a cagada com o mosaico da Clau. No fim, essa solução de agora ficou muito melhor!


Aí o Luis (novo) procurando o encanamento para fazer a lavanderia e o painel com os azulejos que ele assentou ontem. Ficou lindo isso, na pia da cozinha.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

o aqui agora de agora

pois é...faz mais ou menos três meses que eu penso que vou mudar daqui a 10 dias.
agora acho que eu mudo daqui a 10 dias.
apesar do entupimento na válvula da banheira. apesar da zona que tá na obra. apesar do cansaço imenso, imenso mesmo, da vontade de que tudo acabe logo e eu só tenha que pensar na cor do vasinho que quero colocar pra pintar de vermelho o canto azul. não vejo a hora de só precisar pensar nessas inutilidades deliciosas.
daqui a 10 dias, talvez. já parece ficção.
hoje resolvi também dar uma geral na "casa velha". estamos há 3 meses naquele provisório de caixas empilhadas. o que me faz pensar no tanto de coisas que juntamos sem precisar, porque exceto por alguns objetos, nada das caixas está fazendo falta (detalhe: encaixotamos 70% das coisas)
enquanto isso, o Gabriel pula. enquanto isso, o Pedro cresce. não vejo a hora dele poder sair desse quadrado do tapete, poder ter mais espaço e a TV voltar a ser um eletrodoméstico meio inútil que só temos por falta de desapego. não vejo a hora de encher a banheira e todo mundo se meter lá dentro, tocando a maior zona no banheiro (é só no que eu penso cada vez que um novo problema aparece).
pelo menos agora temos equipe completa trabalhando, pedreiro novo, com humores novos, o que areja muito a área.
juro que não quero outra ilusão, mas estou quase já marcando o caminhão de mudança.
Só vamos saber ao certo no final dessa semana. tomara que sim.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Um Luis por outro e outras coisas

Fiquei uns dias sem escrever aqui, porque estive concentrado na estréia do espetáculo do oitavo ano do Micael. Nestas três últimas semanas, depois que tiramos o Luis da obra, a coisa começou a caminhar bastante.

No entanto, sentimos a ausência de um pedreiro na obra, porque algumas coisas que o Luis deixou para trás estavam empatando o trabalho dos outros profissionais. Além disso, o Pablo nos deu um orçamento muito acima do que podemos pagar na pintura e tivemos que encerrar o contrato.

Saímos à caça de outro pedreiro, aceitando as sugestões de alguns amigos. O Ramon, que fez a parte elétrica da casa junto com o Erlei, virou nosso consultor de mão de obra oficial. Primeiro nos arranjou o Osmar, pintor. Depois o Osmar nos trouxe o Luisinho, pedreiro.

Na semana passada, encerramos as pastilhas de ambos os banheiros, colocamos a maioria dos vidros da casa, realizamos o acabamento das paredes do andar térreo em gesso e massa corrida, abrimos o espaço para a despensa sobre a escada, terminamos o abrigo do gás e as conexões com a área do fogão, deixamos a pia da cozinha funcionando, compramos os degraus faltantes para a escada, assim como os patamares, subimos o piso no local onde ficará a geladeira e a despensa, compramos uma pedra para fazer a bancada onde ficarão os nossos computadores, igualamos os espaços onde ficam os dois vidros menores da torre, tampamos os furos que o Barbosa fez para a sustentação da escada, impermeabilizamos o canteiro frontal e posicionamos o conduíte de antena.

A equipe na última semana tinha sete pessoas, trabalhando de segunda à sábado.

domingo, 6 de setembro de 2009

papel de pareeeede...




Fica lindo... mas acho que só vou arriscar depois de mudar. Tem uma paredinha já esperando por algum desses...

envelhecimento nas paredes

Ó isso aqui. Tirei do blog
http://escritoraliliaamorim.blogspot.com/2009/06/como-se-faz-efeito-envelhecido-nas.html

É bacana, mas tenho dúvidas... Será que enjoa?
Acho que de repente, em uma parede... mais tarde.




Material
Uma mistura de 5kg de argamassa branca
1Kg de resina adesiva diluída em 2 litros de água
200 g de areia de aquário branca
Rende 12m2.
Como fazer
Se a massa ficar muito encorpada acrescente água aos poucos até obter uma consistência pastosa.
Para a pintura use uma trincha de 20 cm encharque-a e espalhe a falsa caiação na superfície.
Após um dia de secagem da primeira demão,pinte pela segunda vez e espere mais um dia para que a parede possa ser lixada (lixa para ferro nº 8) .Quanto mais desgastado,melhor o aspecto envelhecido.
Com a trinca seca,retire a poeira dos rebaixos de rejunte e aplique uma demão de impermeabilizante para tijolos.Essa camada protege o acabamento contra intempéries e o acúmulo de sujeira.

mais cores











olha essas cores!
pena que a "firma" que faz isso aqui é de Portugal...ah...

Chama-se estuque veneziano...
eu quero! será que dá pra fazer com cal?

sábado, 5 de setembro de 2009

cores, cores, cores

E lá vamos nós... achei que essa hora não ia chegar nunca mais!
Ontem o Pablo me surpreendeu pedindo as tintas. Me senti como uma criança que espera Papai Noel até meia-noite, cochila, e 23:59 consegue ver sua perna saindo da chaminé. Então é verdade, essa hora chega! tá acabando mesmo!

Agora vem aquele momento, escolher as cores. Estou tentadíssima a escolher várias, dependendo do ambiente. Púrpura clarinho, pro banheiro, azulzinho, pro quarto dos meninos (talvez sejam 2 mesmo), pro nosso, pra salinha de cima ainda não escolhi.

Pro banheiro de baixo, onde a gente uma vez pensou em dar uma cara de camarim de teatro, adoro essas aqui:




radical, né? Só não sei se combina com o piso. Mas não é o máximo?

Agora, tem umas opções bacaninhas aqui, mais "neutras":

essa pra salinha é bacana, porque "esquenta".
tb gosto. pra onde, não sei. Combina?

essa aqui é interessante, tem uma cara antiga. Mas nem tenho idéia de como fazer.

idem...



rosinhas, cozinhas... muito homem em casa, sei lá. Mas acho bonito.



aí o azulzinho no tijolo aparente. fica bonito tb...

precisava ainda existir papel de parede? aumenta as possibilidades...

só pra constar. esse já é demais...

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Extreme Makeover

Quando a gente começou a reformar a casa, eu assistia todos os dias o "Extreme Makeover", programa da TV à cabo em que uma equipe destrói completamente uma casa e constrói uma outra num curto prazo de tempo. Gugu e Luciano Huck copiaram a coisa toda depois, mas o original é bem mais hardcore.

O lance é que na produção original, as equipe envolvidas na reconstrução realizam uma permuta com o programa em troca de publicidade. Afinal, os espectadores conseguem ver a equipe trabalhando e o resultado final. E isso é a melhor propaganda que um empreiteiro pode ter. Melhor que o boca à boca é ver o cara trabalhando.

No nosso caso, tudo sai do nosso suado dinheirinho e não dava para montar uma equipe de cem pessoas numa casa de 80 m2. No geral, o Luis trabalhou com uma média de três ou quatro pedreiros e isso tudo esteve bem.

No início eu me movi por uma irritação com o Luis, pelo fato de ele ter me dito para arranjar outra equipe caso eu não estivesse satisfeito. Mas o fato de eu ter distribuído algumas etapas da obra entre várias equipes nos permitiu dar uma enorme acelerada nestas duas semanas.

No final de semana, Ramon e sua equipe deixaram o andar superior da casa com energia elétrica. O gesseiro aprontou a parede exterior do banheiro de cima e a divisória do quarto das crianças. Segunda-feira, o René da impermeabilização, com uma equipe de três pessoas, pintou toda a laje da casa e ontem colocou toda a manta asfáltica. No final da tarde, encheram a laje de água para verificar vazamentos.

O Pablo, amigo nosso do Movimento Humanista, assumiu a pintura da casa e ontem à noite já havia deixado o teto do quarto das crianças revestido com a massa corrida. O Barbosa, carpinteiro, deixou pronto o primeiro lance da escada, com sete degraus ao invés dos seis previstos anteriormente (o que nos deixa um defcit de quatro degraus de ipê para arranjar).

Pretinho terminou de quebrar as paredes da lavanderia e retirou todo o entulho da obra. Luis fez a rampa da garagem (que ficou duca!). Tenho a impressão de que quando chegar este final de semana, a casa vai estar bastante adiantada.

Só estamos falidos, por enquanto, porque essa mão de obra toda não trabalha com o construcard da caixa. Mas se tem uma coisa que eu aprendi nesta obra foi a capacidade de ficar devendo dinheiro aos outros.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Mosaicos e Pôr-Sol


Acho que eu já passei da cota de cansaço e irritação.

As coisas na obra estão fluindo bem, nossa idéia é mudar daqui a três semanas e com a história de ter colocado mais gente para trabalhar, várias coisas já se encaminharam: luz elétrica, água, vidros, escada, gesso, impermeabilização...

A questão é que eu estou muito cansado, numa correria danada no Micael com a direção de "A Flauta Mágica", dando aulas todos os dias e agilizando as coisas da casa nos horários em que não estou na escola. Isso está me deixando sem muita paciência para erros e neste final de semana, o rei da cagada fui eu mesmo!

Fui tentar arrancar a manta da banheira e acabei rachando um siporex na lateral. Merda!

Mas tudo se alivia muito, quando eu saio da escola e passo na casa nova a tempo de ver esse pôr-do-sol lindo!




domingo, 23 de agosto de 2009

Don Vito...

Duas semanas atrás, eu demiti o eletricista e cheguei junto no Luis por conta das milhares de cagadinhas que estão acontecendo agora no final da obra. O bicho me disse que eu procurasse uma outra equipe.

Eu dei uma abrida de pernas geral. Deixei o nego bem sossegado nestas duas semanas. Nas duas últimas sextas não havia ninguém na obra e muito serviço para fazer. Resolvi encher a banheira para ver se havia condições dos gesseiros fazerem o forro da cozinha e para minha surpresa (não muita) três vazamentos gigantes apareceram.

Liguei para o gesseiro e pedi que esperasse para fazer o forro depois que o Luis resolvesse o vazamento. Liguei para o Luis e comuniquei o problema. Subi na torre e enchi os canos de água para detectar vazamentos.

Muito bem...

Sábado tivemos eletricistas. Dois deles. Gesseiros. Dois deles. Carpinteiro. Um.

O gesseiro ofereceu um orçamento para acabar a casa toda em gesso. O carpinteiro fez um orçamento para a escada que ficou muito mais em conta que o do Luis. Toda de madeira, como eu havia pensado a princípio. Os eletricistas resolveram mais coisas em dois dias do que o seu Sebastião em duas semanas.

Hoje eu enchi a banheira até o talo e deixei um bilhete pedindo providências.

Amanhã comunico novas diretrizes na obra.

Vou tirar a escada das mãos do Luis, a impermeabilização da laje de cima e pedir que resolva os encanamentos e a limpeza das requadrações nesta semana.

Com isso vou reduzinho a dívida de R$ 5000 e fico somente com as prestações do mês.

Me lembrei do Don Vito, porque o Sonny teria matado todo mundo.


sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Mais um pedreiro na obra





Família na vizinhança

A Denise mudou neste final de semana e a casa dela fica a uns quatro quilômetros da nossa. Lugarzinho bacana!

Abaixo algumas fotos da mudança: