Feito com MDF aproveitado de caçamba
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
domingo, 14 de março de 2010
Profissionais que a gente indica e contatos
Tem muita gente pedindo indicação. A gente, que passou por tudo isso, sabe o ouro que é contar com gente bacana, competente e centrada trabalhando na sua casa. Porque, vamos combinar, é dentro da sua casa, dentro da sua intimidade, e isso não é pouca coisa...
Então aqui compartilho a listagem de pessoas do bem e competentes com quem trabalhamos, para quem precisar. Boa sorte.
Pedreiro: Sr. Vando - 9301-7693
Vidraceiro (Paulo) – 56250181 / 91050941
Gesseiro – Sr. Antônio – 92357648 (os caras que trabalham com ele são bagunceiros, mas o Sr Antonio é legal e bom de negociar)
Eletricista – Ramon - 8508-0416 / 26852277
Eletricista – Erlei - 95034832
Marceneiro – Jairo – (16) 37202004 - ele mora em Franca/SP, mas dependendo do serviço compensa o frete.
Serralheiro – Claudio ou Luis – 37268673 / 72907020 / 82796552
Azulejista – Sandro - 9202-4657 / 79974657 (45 reais o m2)
Marmoraria Túlio – Sônia – 37263503 / 37263943
Impermeabilização de lajes - Nildo - 93922231 / 39031481
Pintor - Balsanulfo – (16)91462748 / (16) 37035824 - também é de Franca, mas pode vir pra SP
Mudança (Paulo) - 3735-7020 / 9999-5947
Demolidora: Solon (Denise) – 4148-4576
Locação de betoneira e andaimes: Tempo locações (Paulo)– 47015986 / 47012633
Então aqui compartilho a listagem de pessoas do bem e competentes com quem trabalhamos, para quem precisar. Boa sorte.
Pedreiro: Sr. Vando - 9301-7693
Vidraceiro (Paulo) – 56250181 / 91050941
Gesseiro – Sr. Antônio – 92357648 (os caras que trabalham com ele são bagunceiros, mas o Sr Antonio é legal e bom de negociar)
Eletricista – Ramon - 8508-0416 / 26852277
Eletricista – Erlei - 95034832
Marceneiro – Jairo – (16) 37202004 - ele mora em Franca/SP, mas dependendo do serviço compensa o frete.
Serralheiro – Claudio ou Luis – 37268673 / 72907020 / 82796552
Azulejista – Sandro - 9202-4657 / 79974657 (45 reais o m2)
Marmoraria Túlio – Sônia – 37263503 / 37263943
Impermeabilização de lajes - Nildo - 93922231 / 39031481
Pintor - Balsanulfo – (16)91462748 / (16) 37035824 - também é de Franca, mas pode vir pra SP
Mudança (Paulo) - 3735-7020 / 9999-5947
Demolidora: Solon (Denise) – 4148-4576
Locação de betoneira e andaimes: Tempo locações (Paulo)– 47015986 / 47012633
sábado, 13 de março de 2010
Terminamos!!!
Meus amigos passaram o ano me alugando porque eu sempre dizia que a obra estava nos seus finalmentes e a coisa toda demorava mais dois meses. Saco.
Hoje o seu Vando fez as coisas que ainda achávamos essenciais e depois do acerto final, dispensei. Chega!
A drenagem do quintal está perfeita, a bomba está ligada, a bóia elétrica da caixa está funcionando e a irrigação do jardim está ok. Pronto!
Agora é curtir a vida!
Hoje o seu Vando fez as coisas que ainda achávamos essenciais e depois do acerto final, dispensei. Chega!
A drenagem do quintal está perfeita, a bomba está ligada, a bóia elétrica da caixa está funcionando e a irrigação do jardim está ok. Pronto!
Agora é curtir a vida!
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Arremate
Sexta-feira, 5 de fevereiro. Acordo às 7 da manhã e desço para fazer o café. O pedreiro chega em pouco tempo e começa a organizar as ferramentas para trabalhar. Na sala de casa, dois pintores estão dormindo e acordam com a movimentação. Falta terminar de envernizar algumas janelas, aplainar alguns encaixes que não estão deixando portas e janelas se fecharem. Na garagem é preciso montar os drenos e deslocar a rampa de acesso do carro.
Tomamos café e os pintores montam os andaimes para retirar as venesianas que precisam de ajuste. As duas janelas do escritório são as cobaias da nova plaina elétrica que eu comprei na véspera. Começo uma coisa e a Clau me chama para resolver outra. Quando vou atender, o pedreiro me chama e pergunta se eu vou terminar os drenos da garagem. Sobrecarga!
A Clau vai arrumando a parte de dentro da casa, dentro do possível.
Trabalhamos 13 horas seguidas e quase concluímos o que faltava. Nem a chuva do final da tarde nos parou.
Às 20 horas, as contrações começam. Os pintores começam a ficar alarmados. A Clau não tem fome. Os caras se sentam na mesa para jantar com os olhos grudados na Clau. Ligamos ou não para a Vilma?
A Clau prefere esperar para ver o que acontece com as contrações. Subimos.
"Clau, é melhor o nenê não nascer hoje. Sério. Não tenho a menor condição de lidar com isso. Estou exausto." digo isso com toda franqueza, para desespero da Claudia. Dormimos.
Quer dizer, eu dormi. Claudia acordando a cada contração. Balsanufo e Luis, os pintores, sem conseguirem pregar o olho, com medo de testemunhar o parto.
Sábado, 6 de fevereiro, 5 da manhã. Acordo de um sonho. Gabriel me chama para brincar. E eu digo "Agora não, filho. O papai está tão cansado....". Já meio acordado, me censuro e digo, "tá bom, pode vir.. o papai agüenta". Abro os olhos no meio de uma contração da Claudia. Pego o celular e confiro as horas. Tarde demais para avisar ao pedreiro que não venha. Mando uma mensagem ao meu pai, pedindo a ele que leve os pedreiros até a barra funda. Mando outra mensagem à parteira, avisando que as contrações estão mais fortes e mais regulares.
Levanto, começo a fazer o café. Novamente, acordo os pintores com o barulho da função. Tomamos café.
"Melhor colocar de volta as venesianas. Não vamos conseguir fazer isso hoje. O bebê está nascendo. Não pintem nada com esmalte ou verniz. Terminem a parede da frente da casa e depois me ajudem a fazer uma faxina". Ligo para o pedreiro, que já está a caminho. Aviso a ele sobre a situação.
Quatro homens fazendo uma faxina na casa. Em duas horas, liberamos a cozinha de todas as minhas ferramentas, aprontamos a lavanderia, enchemos a caçamba, limpamos todo o quintal e todos os andares da casa.
Enquanto isso, Claudia liga para o meu pai e para a parteira. Nove e meia, chega tranqüilamente a parteira, depois de se perder pelo bairro. Balsanufo não se conforma com a tranqüilidade geral. Conduzo a Vilma até a Claudia e desço, avisando ao pessoal que não subam mais. Logo em seguida, chega meu pai, depois de várias encomendas (fraldas tamanho RN, cocos), coloca pedreiro e pintores no carro e sai.
Dez e pouca, começamos a nos preparar. Tranco as portas, lavo as mãos. Vilma massageando a lombar da Clau, castigada pelas contrações. Vão fazendo os exercícios para soltar a bacia. A Clau abraça a bola de Pilates e percebe que Gabriel está nascendo. Escuto a Vilma falar baixinho "Rompeu bolsa". Ela se levanta, pega sua maletinha e se prepara.
Onze e cinco da manhã, vejo mais um filho saindo e começo a chorar percebendo que eu estava morrendo de medo de não me conectar com esse parto, porque passei mais de um ano construindo uma casa e todo o resto parecia tão menor. Choro porque me conecto com essa criança.
A Clau logo se levanta e vai para a cama, com Gabriel nos braços. Vilma organiza o espaço enquanto a família chora. Não sei quanto tempo depois eu já sinto a falta do Pedro, que está na casa dos meus pais. Meu olhar se distancia. Vilma percebe. Dali a pouco eu comento que estou com saudades do pequeno e morrendo de vontade de ver o que ele vai sentir com a chegada do irmão.
A obra não acabou. Mas agora eu tenho coisa mais importante para fazer.
Tomamos café e os pintores montam os andaimes para retirar as venesianas que precisam de ajuste. As duas janelas do escritório são as cobaias da nova plaina elétrica que eu comprei na véspera. Começo uma coisa e a Clau me chama para resolver outra. Quando vou atender, o pedreiro me chama e pergunta se eu vou terminar os drenos da garagem. Sobrecarga!
A Clau vai arrumando a parte de dentro da casa, dentro do possível.
Trabalhamos 13 horas seguidas e quase concluímos o que faltava. Nem a chuva do final da tarde nos parou.
Às 20 horas, as contrações começam. Os pintores começam a ficar alarmados. A Clau não tem fome. Os caras se sentam na mesa para jantar com os olhos grudados na Clau. Ligamos ou não para a Vilma?
A Clau prefere esperar para ver o que acontece com as contrações. Subimos.
"Clau, é melhor o nenê não nascer hoje. Sério. Não tenho a menor condição de lidar com isso. Estou exausto." digo isso com toda franqueza, para desespero da Claudia. Dormimos.
Quer dizer, eu dormi. Claudia acordando a cada contração. Balsanufo e Luis, os pintores, sem conseguirem pregar o olho, com medo de testemunhar o parto.
Sábado, 6 de fevereiro, 5 da manhã. Acordo de um sonho. Gabriel me chama para brincar. E eu digo "Agora não, filho. O papai está tão cansado....". Já meio acordado, me censuro e digo, "tá bom, pode vir.. o papai agüenta". Abro os olhos no meio de uma contração da Claudia. Pego o celular e confiro as horas. Tarde demais para avisar ao pedreiro que não venha. Mando uma mensagem ao meu pai, pedindo a ele que leve os pedreiros até a barra funda. Mando outra mensagem à parteira, avisando que as contrações estão mais fortes e mais regulares.
Levanto, começo a fazer o café. Novamente, acordo os pintores com o barulho da função. Tomamos café.
"Melhor colocar de volta as venesianas. Não vamos conseguir fazer isso hoje. O bebê está nascendo. Não pintem nada com esmalte ou verniz. Terminem a parede da frente da casa e depois me ajudem a fazer uma faxina". Ligo para o pedreiro, que já está a caminho. Aviso a ele sobre a situação.
Quatro homens fazendo uma faxina na casa. Em duas horas, liberamos a cozinha de todas as minhas ferramentas, aprontamos a lavanderia, enchemos a caçamba, limpamos todo o quintal e todos os andares da casa.
Enquanto isso, Claudia liga para o meu pai e para a parteira. Nove e meia, chega tranqüilamente a parteira, depois de se perder pelo bairro. Balsanufo não se conforma com a tranqüilidade geral. Conduzo a Vilma até a Claudia e desço, avisando ao pessoal que não subam mais. Logo em seguida, chega meu pai, depois de várias encomendas (fraldas tamanho RN, cocos), coloca pedreiro e pintores no carro e sai.
Dez e pouca, começamos a nos preparar. Tranco as portas, lavo as mãos. Vilma massageando a lombar da Clau, castigada pelas contrações. Vão fazendo os exercícios para soltar a bacia. A Clau abraça a bola de Pilates e percebe que Gabriel está nascendo. Escuto a Vilma falar baixinho "Rompeu bolsa". Ela se levanta, pega sua maletinha e se prepara.
Onze e cinco da manhã, vejo mais um filho saindo e começo a chorar percebendo que eu estava morrendo de medo de não me conectar com esse parto, porque passei mais de um ano construindo uma casa e todo o resto parecia tão menor. Choro porque me conecto com essa criança.
A Clau logo se levanta e vai para a cama, com Gabriel nos braços. Vilma organiza o espaço enquanto a família chora. Não sei quanto tempo depois eu já sinto a falta do Pedro, que está na casa dos meus pais. Meu olhar se distancia. Vilma percebe. Dali a pouco eu comento que estou com saudades do pequeno e morrendo de vontade de ver o que ele vai sentir com a chegada do irmão.
A obra não acabou. Mas agora eu tenho coisa mais importante para fazer.
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sábado, 16 de janeiro de 2010
ALGUNS MANDAMENTOS PARA CONSTRUÇÕES
Todo mundo que se sente especializado em alguma coisa se dá ao direito de dar conselhos. Bom, eu não me sinto especialista, mesmo depois de mais de 1 ano nessa empreita, mas acho que sempre é bom comentar coisas que podem ajudar os demais marinheiros de primeira viagem que - assim como nós – se lançam à conquista da América no primeiro barquinho que encontraram.
1) Planeje, planeje, planeje. Tudo. Sem descanso. Pode saber que aquela coisa que vc fez sem pensar vai pesar. Não estou nem falando do óbvio, que é pesquisar preços e pechinchar (acho que isso nem precisa escrever, né?). Mas é, antes de tomar decisões sobre tudo, ver se não há outras melhores e mais baratas. Isso inclui a consulta de um arquiteto antes de começar qualquer coisa. No nosso caso, o custo compensou totalmente, porque um especialista pode achar soluções que não só barateiam a obra como também te deixam com uma casa linda, linda, linda. E viver dentro de uma coisa linda torna a gente melhor.
2) Controle suas emoções intensas, as positivas e as negativas. Acho bom esmiuçar esse item uma a uma:
O ENTUSIASMO: essencial para se começar tudo. Sem ele, pode esquecer. É o brilho nos olhos, é aquilo que nos leva a pensar o impossível. Mas tem que ter lastro, de verdade. O entusiasmo sem senso de noção pode te meter numa roubada de dívidas sem fim. Ou pode te fazer abraçar com tudo a primeira idéia que aparece, sem pensar nas outras. O importante, sempre, é nunca perder o entusiasmo, mas sempre acrescentar a ele uma dose grande de realismo e planejamento. Aí ele vira amigo.
O MEDO DA ESCASSEZ: isso rola a todo momento. A gente passou (e estamos passando) por muitos períodos difíceis. É um erro achar que o $ nunca vai acabar (e isso acontece mais rápido do que um suspiro), mas também é um erro achar que você vai se afogar. Nos momentos duros, difíceis, parar, ponderar, buscar saídas e ajudas. Não se deixar levar pelo desespero, pelo cansaço, pela pressão, nunca perder a fé e o amor. Daí os recursos chegam de novo.
A PRESSA: É a inimiga da perfeição. A gente já sabe, é frase feita, mas já viu, né? Nem vou falar muito, mas o ditado é mais verdadeiro que a verdade.
A RAIVA: espero que vc não precise lidar com essa, mas dependendo das pessoas que surgirem no seu caminho pode saber que em algum momento ela pode chegar. O ideal é escolher bem os fornecedores e as pessoas com quem se trabalha, mas esse é o item que veremos mais pra frente.
A IMPOTÊNCIA: Há momentos em que vc acha que nada mais vai dar certo. Que vc se enfiou num caminho sem volta, e com destino a lugar nenhum. Saiba que é só um clima, e que se vc parar de se sentir vítima, vai achar uma solução. O ideal, nessas horas, é pedir ajuda, pedir conselhos. E perceber que precisamos das pessoas, nem que seja pra um alento. Funciona. Idéias novas e saídas brotam daí.
Olha, dá pra listar mais um monte, mas ia virar auto-ajuda demais. Acho que já deu pra entender o todo...
3) Nunca compre nada antes, porque talvez vá precisar, ou porque tá barato ou pode acabar, A NÃO SER QUE VOCÊ TENHA CERTEZA ABSULUTA QUE VÁ USAR. No nosso caso, por exemplo, rolaram 2 coisas diferentes: quase compramos a madeira pro piso de cima, por medo de acabar, e depois decidimos que o chão seria de cimento queimado. O $ que a gente não usou foi para coisas bem mais urgentes. Se a gente já tivesse comprado, ia dançar. Agora, no caso de coisas básicas e essenciais, que vc tem certeza, se achou um bom preço e tem lugar pra guardar sem estragar, aí vale a pena.
4) Sobre prazos de entrega: evite ficar doente com isso. Peça com antecedência, e saiba que vários depósitos (especialmente os grandes, como Telhanorte e Leroy Merlin) NUNCA cumprem o prazo de entrega, isso quando não deixam de qualquer jeito na calçada da obra. Organize-se e evite transtornos e horas no telefone tentando reclamar – eles nem te atendem.
5) Sobre MÃO DE OBRA: item mais do que importante. Merece também ser subdividido em subitens:
- Dê preferência para profissionais indicados. Olhe que são 2 palavras distintas: PROFISSIONAIS e INDICADOS. Às vezes o curioso faz-tudo dá certo, mas os problemas que tivemos vieram daí. Putz, mas é mais caro. Vale a pena esperar ter a $. O valor a mais que vc pagará será o seu adicional de paz de espírito, prazos cumpridos, menos torração de saco e material bem aproveitado. Só para dar um exemplo, no nosso caso, estamos tendo que praticamente repintar a casa toda (incluindo novas compras de material). A casa é outra, absolutamente.
- Nunca, mas nunca, pague nada adiantado. Não, não é óbvio. Às vezes, por desespero ou chantagem, ou falta de atenção, a gente acaba fazendo isso. Ferro!
- Sempre mantenha a comunicação aberta, ou seja, tenha disposição para conversar. Muitos acordos tem que ser refeitos, e se isso não é conversado, as indisposições começam.
- Faça sempre um contratinho colocando item a item o combinado. Isso serve até para amigos, para que não se esqueça o que foi discutido.
- No caso de um longo período de trabalho, como é o caso dos pedreiros, faça assim: NUNCA FECHE PACOTES LONGOS. Vá fechando as empreitadas por etapas, e garanta que essas etapas estejam concluídas antes de negociar outras coisas. Senão vc pode correr o risco de ficar com um monte de coisas inacabadas de fases diferentes, e vira refém do pedreiro. A gente passou por isso, e até que a obra voltou pro nosso controle, demorou.
- Seja justo: o combinado é o combinado. Ninguém gosta de ser lesado. Então, se pintaram surpresas, sempre renegocie, converse. Explorar o outro tb não é legal, né?
6) Não seja impulsivo pra nada: pra tomar decisões, pra comprar material, pra pegar empréstimos. Lembre-se sempre do lastro. Isso não quer dizer que vc não deva se arriscar. A gente, se soubesse do tamanho que seria essa obra, talvez nunca tivesse feito. Ou talvez estivesse morando de aluguel ainda. Então, a gente pode alçar vôos, e talvez esse vôo nos coloque patamares mais alto e abra nossos horizontes. Mas sem saltos suicidas.
7) Sobre dívidas: Melhor evitar sempre, mas no caso de uma construção é quase impossível. Então, já que vai se endividar, pense assim: NUNCA NUNCA NUNCA entre em juros de cartão de crédito ou cheque especial, que são absurdos. Isso só acontece por descontrole. Dê preferência para empréstimos com família e amigos (se vc tiver como pagar, é claro), depois para programas com juros baixos, que alguns bancos adotam. O CONSTRUCARD da CAIXA tb é uma opção para compra de materiais. E independente de qual seja a sua dívida, sempre saiba se vc terá como pagar. Senão vira uma bola de neve sem fim. Se precisar de recursos extras e não puder mais se endividar, veja se não há coisas que se possam vender. Mas NUNCA NUNCA NUNCA entre em dívidas – especialmente com bancos – sem perspectiva de ter como pagar. Em último caso, pare a obra.
8) Sobre as relações: se você estiver nessa jornada com outras pessoas, especialmente com seu/sua companheiro (a), tenha SEMPRE EM CONTA o seguinte: NADA, NADA, NADA é mais importante do que manter a cumplicidade e o amor. Por mais que o bicho esteja pegando, por mais que o céu fique escuro, nunca caia na armadilha de cobrar o outro, de ficar só falando dos problemas, de se isolar, de fazer a relação virar o muro de lamentações da obra. Pense sempre no motivo inicial do sonho, e lembre que esse sonho deve ser vivido junto. Para tudo se dá um jeito, menos para o desamor. E a construção mais importante é o subjetivo, o éter que preencherá os espaços vazios da casa. Senão é só tijolos e ilusão.
Tem muito mais coisa a dizer, mas em nome desse último item, vamos ficar abraçados fazendo uma coisa legal agora. Respirando fundo e acreditando no melhor.
1) Planeje, planeje, planeje. Tudo. Sem descanso. Pode saber que aquela coisa que vc fez sem pensar vai pesar. Não estou nem falando do óbvio, que é pesquisar preços e pechinchar (acho que isso nem precisa escrever, né?). Mas é, antes de tomar decisões sobre tudo, ver se não há outras melhores e mais baratas. Isso inclui a consulta de um arquiteto antes de começar qualquer coisa. No nosso caso, o custo compensou totalmente, porque um especialista pode achar soluções que não só barateiam a obra como também te deixam com uma casa linda, linda, linda. E viver dentro de uma coisa linda torna a gente melhor.
2) Controle suas emoções intensas, as positivas e as negativas. Acho bom esmiuçar esse item uma a uma:
O ENTUSIASMO: essencial para se começar tudo. Sem ele, pode esquecer. É o brilho nos olhos, é aquilo que nos leva a pensar o impossível. Mas tem que ter lastro, de verdade. O entusiasmo sem senso de noção pode te meter numa roubada de dívidas sem fim. Ou pode te fazer abraçar com tudo a primeira idéia que aparece, sem pensar nas outras. O importante, sempre, é nunca perder o entusiasmo, mas sempre acrescentar a ele uma dose grande de realismo e planejamento. Aí ele vira amigo.
O MEDO DA ESCASSEZ: isso rola a todo momento. A gente passou (e estamos passando) por muitos períodos difíceis. É um erro achar que o $ nunca vai acabar (e isso acontece mais rápido do que um suspiro), mas também é um erro achar que você vai se afogar. Nos momentos duros, difíceis, parar, ponderar, buscar saídas e ajudas. Não se deixar levar pelo desespero, pelo cansaço, pela pressão, nunca perder a fé e o amor. Daí os recursos chegam de novo.
A PRESSA: É a inimiga da perfeição. A gente já sabe, é frase feita, mas já viu, né? Nem vou falar muito, mas o ditado é mais verdadeiro que a verdade.
A RAIVA: espero que vc não precise lidar com essa, mas dependendo das pessoas que surgirem no seu caminho pode saber que em algum momento ela pode chegar. O ideal é escolher bem os fornecedores e as pessoas com quem se trabalha, mas esse é o item que veremos mais pra frente.
A IMPOTÊNCIA: Há momentos em que vc acha que nada mais vai dar certo. Que vc se enfiou num caminho sem volta, e com destino a lugar nenhum. Saiba que é só um clima, e que se vc parar de se sentir vítima, vai achar uma solução. O ideal, nessas horas, é pedir ajuda, pedir conselhos. E perceber que precisamos das pessoas, nem que seja pra um alento. Funciona. Idéias novas e saídas brotam daí.
Olha, dá pra listar mais um monte, mas ia virar auto-ajuda demais. Acho que já deu pra entender o todo...
3) Nunca compre nada antes, porque talvez vá precisar, ou porque tá barato ou pode acabar, A NÃO SER QUE VOCÊ TENHA CERTEZA ABSULUTA QUE VÁ USAR. No nosso caso, por exemplo, rolaram 2 coisas diferentes: quase compramos a madeira pro piso de cima, por medo de acabar, e depois decidimos que o chão seria de cimento queimado. O $ que a gente não usou foi para coisas bem mais urgentes. Se a gente já tivesse comprado, ia dançar. Agora, no caso de coisas básicas e essenciais, que vc tem certeza, se achou um bom preço e tem lugar pra guardar sem estragar, aí vale a pena.
4) Sobre prazos de entrega: evite ficar doente com isso. Peça com antecedência, e saiba que vários depósitos (especialmente os grandes, como Telhanorte e Leroy Merlin) NUNCA cumprem o prazo de entrega, isso quando não deixam de qualquer jeito na calçada da obra. Organize-se e evite transtornos e horas no telefone tentando reclamar – eles nem te atendem.
5) Sobre MÃO DE OBRA: item mais do que importante. Merece também ser subdividido em subitens:
- Dê preferência para profissionais indicados. Olhe que são 2 palavras distintas: PROFISSIONAIS e INDICADOS. Às vezes o curioso faz-tudo dá certo, mas os problemas que tivemos vieram daí. Putz, mas é mais caro. Vale a pena esperar ter a $. O valor a mais que vc pagará será o seu adicional de paz de espírito, prazos cumpridos, menos torração de saco e material bem aproveitado. Só para dar um exemplo, no nosso caso, estamos tendo que praticamente repintar a casa toda (incluindo novas compras de material). A casa é outra, absolutamente.
- Nunca, mas nunca, pague nada adiantado. Não, não é óbvio. Às vezes, por desespero ou chantagem, ou falta de atenção, a gente acaba fazendo isso. Ferro!
- Sempre mantenha a comunicação aberta, ou seja, tenha disposição para conversar. Muitos acordos tem que ser refeitos, e se isso não é conversado, as indisposições começam.
- Faça sempre um contratinho colocando item a item o combinado. Isso serve até para amigos, para que não se esqueça o que foi discutido.
- No caso de um longo período de trabalho, como é o caso dos pedreiros, faça assim: NUNCA FECHE PACOTES LONGOS. Vá fechando as empreitadas por etapas, e garanta que essas etapas estejam concluídas antes de negociar outras coisas. Senão vc pode correr o risco de ficar com um monte de coisas inacabadas de fases diferentes, e vira refém do pedreiro. A gente passou por isso, e até que a obra voltou pro nosso controle, demorou.
- Seja justo: o combinado é o combinado. Ninguém gosta de ser lesado. Então, se pintaram surpresas, sempre renegocie, converse. Explorar o outro tb não é legal, né?
6) Não seja impulsivo pra nada: pra tomar decisões, pra comprar material, pra pegar empréstimos. Lembre-se sempre do lastro. Isso não quer dizer que vc não deva se arriscar. A gente, se soubesse do tamanho que seria essa obra, talvez nunca tivesse feito. Ou talvez estivesse morando de aluguel ainda. Então, a gente pode alçar vôos, e talvez esse vôo nos coloque patamares mais alto e abra nossos horizontes. Mas sem saltos suicidas.
7) Sobre dívidas: Melhor evitar sempre, mas no caso de uma construção é quase impossível. Então, já que vai se endividar, pense assim: NUNCA NUNCA NUNCA entre em juros de cartão de crédito ou cheque especial, que são absurdos. Isso só acontece por descontrole. Dê preferência para empréstimos com família e amigos (se vc tiver como pagar, é claro), depois para programas com juros baixos, que alguns bancos adotam. O CONSTRUCARD da CAIXA tb é uma opção para compra de materiais. E independente de qual seja a sua dívida, sempre saiba se vc terá como pagar. Senão vira uma bola de neve sem fim. Se precisar de recursos extras e não puder mais se endividar, veja se não há coisas que se possam vender. Mas NUNCA NUNCA NUNCA entre em dívidas – especialmente com bancos – sem perspectiva de ter como pagar. Em último caso, pare a obra.
8) Sobre as relações: se você estiver nessa jornada com outras pessoas, especialmente com seu/sua companheiro (a), tenha SEMPRE EM CONTA o seguinte: NADA, NADA, NADA é mais importante do que manter a cumplicidade e o amor. Por mais que o bicho esteja pegando, por mais que o céu fique escuro, nunca caia na armadilha de cobrar o outro, de ficar só falando dos problemas, de se isolar, de fazer a relação virar o muro de lamentações da obra. Pense sempre no motivo inicial do sonho, e lembre que esse sonho deve ser vivido junto. Para tudo se dá um jeito, menos para o desamor. E a construção mais importante é o subjetivo, o éter que preencherá os espaços vazios da casa. Senão é só tijolos e ilusão.
Tem muito mais coisa a dizer, mas em nome desse último item, vamos ficar abraçados fazendo uma coisa legal agora. Respirando fundo e acreditando no melhor.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
a reta final final
Na segunda-feira, depois do domingfo bucólico, chegou a tropa de Franca. Chegaram pra arrepiar. Já saíram lixando tudo.
O Dja explicou, mas eu tb explico: ficamos reféns de pintores, e a casa, toda feita de tijolinhos aparentes, precisava ser lixada e impermeabilizada, para não correr o risco de virar um mega bolo de mofo daqui a uns tempos. Daí sabe aquela coisa que vc sabe que tem que fazer um dia, que no dia que fizer vai ser foda, e aí o dia chega? Pois é. Graças à minha supermãe, que mandou um time de confiança, pudemos fazer isso antes do Gabriel nascer. Porque se ficasse pra depois, sabe-se lá quando é que a gente ia tomar coragem.
No primeiro dia, eles lixaram lá em cimão, e já saiu um pó medonho. À noite acabou a luz (terceira vez desde que mudamos que dá apagão no bairro), e todos ficaram no teto da casa, lembrando pro Dja e eu a função lúdica daquele lugar. Já disse que a gente não sobe muito por aflição da manta descoberta, mas à noite dá pra ver menos os defeitos e mais a cidade. E um céu com raios caindo ao fundo (o que eu, particularmente, adoro ver, se estiver lá longe).
No segundo dia, saí cedinho antes deles começarem, não para fugir, mas para um exame de sangue (lembrando que estou no último mês de gravidez) Na volta, passei na marmoraria pra comprar a soleira, e quando parei em frente a casa, uma imagem me paralisou no carro, com pânico de sair: Duas máquinas poderosas pilotadas por dois pintores com todo o gás do mundo e uma nuvem de poeira rodeando a casa e se espalhando para todas as direções possíveis. Na mesma hora, agradeci aos vizinhos ótimos que temos, mas também temi pela sanidade deles. E justamente estava o Sr Domingos na porta, com seu jeito calmo e mineiro.
Já fui lá pedir desculpas, ele disse que não era nada e ficou admirando as mudinhas que trouxemos de Franca. Aí o Pedro me viu, e claro, como foi acordado com o barulho, a poeira e o caos, estava sendo o mais legal que alguém pode ser nessa situação com 2 anos de idade. Ainda conseguia olhar pras orquestras dele e abstrair, mas eu, que não tive essa desconexão, fiquei desesperada para sumir. Peguei a mala que não desarrumei da viagem anterior com tudo, sem pensar por que levar tanta coisa pra um dia, peguei o lap sem saber se usaria, peguei tudo o que podia e fui pro ap. e passei lá o dia, conversando com a Dri, enquanto por aqui o bicho pegava e o Dja ficou na função. Mas minha cabeça ficou na casa, no que estava acontecendo, na poeira que tinha entrado, aflições...
Quando cheguei, o quadro era empoeirado, mas já estava amenizado por alguns jatos de água. O Dja estava simplesmente morto, e com a perspectiva de acordar de madrugada pra buscar mais um que chegaria cedo, no busão que vai pro Brás. Tudo isso para que termine tudo mesmo em 2 semanas. Como a poeira era muita, fui dormir na casa da Denise, completando o circuito das irmãs. Ainda ficamos conversando até tarde, mas antes que eu fizesse feio e dormisse no meio de um comentário, apaguei.
Hoje fez um calor de doer a cabeça. Comecei o dia tirando sangue (ontem o exame não rolou), o que é bastante significativo nesse momento. Em um dos exames, tinha que esperar uma hora entre tomar um negocinho e tirar mais sangue. A enfermeira disse: você tem que descansar. E entrei numa salinha onde havia mais 2 grávidas na mesma situação. Umas poltroninhas meio fofas, uma TV com Ana Maria Braga e revistas de fofoca. Fiquei lendo uma que nunca soube da existência até hoje: da Joyce Pascovitch (não sei se escreve assim, mas entende-se quem é). Mundo de Alice total. Percebi minha rotação acelerada em comparação com as outras gestantes, que conseguiam manter o comando "descansar"a sério. Eu dand o sangue e achando que desansar era surreal.
Enfim, hoje a Jô veio aqui e - coitada dela - encarou a árdua tarefa de limpar a parte mais grossa da poeira. Pelo menos não dá mais desespero de ficar aqui dentro, apesar de saber que cada livro da estante guarda quase um tijolo inteiro. Agora a parte das lixas acabou, graças a Deus, porque além de tudo as bichas são caríssimas. E resta o barato do verniz que estou sentindo nesse momento.
E esqueci de falar: hoje o Sr. Vando tá acabando a lavanderia. Colocando os pisos, enfim. Outra cena incrível.
Olha, vou te falar: Acho que até consigo acreditar nessa casa pronta antes do Gabriel chegar...
O Dja explicou, mas eu tb explico: ficamos reféns de pintores, e a casa, toda feita de tijolinhos aparentes, precisava ser lixada e impermeabilizada, para não correr o risco de virar um mega bolo de mofo daqui a uns tempos. Daí sabe aquela coisa que vc sabe que tem que fazer um dia, que no dia que fizer vai ser foda, e aí o dia chega? Pois é. Graças à minha supermãe, que mandou um time de confiança, pudemos fazer isso antes do Gabriel nascer. Porque se ficasse pra depois, sabe-se lá quando é que a gente ia tomar coragem.
No primeiro dia, eles lixaram lá em cimão, e já saiu um pó medonho. À noite acabou a luz (terceira vez desde que mudamos que dá apagão no bairro), e todos ficaram no teto da casa, lembrando pro Dja e eu a função lúdica daquele lugar. Já disse que a gente não sobe muito por aflição da manta descoberta, mas à noite dá pra ver menos os defeitos e mais a cidade. E um céu com raios caindo ao fundo (o que eu, particularmente, adoro ver, se estiver lá longe).
No segundo dia, saí cedinho antes deles começarem, não para fugir, mas para um exame de sangue (lembrando que estou no último mês de gravidez) Na volta, passei na marmoraria pra comprar a soleira, e quando parei em frente a casa, uma imagem me paralisou no carro, com pânico de sair: Duas máquinas poderosas pilotadas por dois pintores com todo o gás do mundo e uma nuvem de poeira rodeando a casa e se espalhando para todas as direções possíveis. Na mesma hora, agradeci aos vizinhos ótimos que temos, mas também temi pela sanidade deles. E justamente estava o Sr Domingos na porta, com seu jeito calmo e mineiro.
Já fui lá pedir desculpas, ele disse que não era nada e ficou admirando as mudinhas que trouxemos de Franca. Aí o Pedro me viu, e claro, como foi acordado com o barulho, a poeira e o caos, estava sendo o mais legal que alguém pode ser nessa situação com 2 anos de idade. Ainda conseguia olhar pras orquestras dele e abstrair, mas eu, que não tive essa desconexão, fiquei desesperada para sumir. Peguei a mala que não desarrumei da viagem anterior com tudo, sem pensar por que levar tanta coisa pra um dia, peguei o lap sem saber se usaria, peguei tudo o que podia e fui pro ap. e passei lá o dia, conversando com a Dri, enquanto por aqui o bicho pegava e o Dja ficou na função. Mas minha cabeça ficou na casa, no que estava acontecendo, na poeira que tinha entrado, aflições...
Quando cheguei, o quadro era empoeirado, mas já estava amenizado por alguns jatos de água. O Dja estava simplesmente morto, e com a perspectiva de acordar de madrugada pra buscar mais um que chegaria cedo, no busão que vai pro Brás. Tudo isso para que termine tudo mesmo em 2 semanas. Como a poeira era muita, fui dormir na casa da Denise, completando o circuito das irmãs. Ainda ficamos conversando até tarde, mas antes que eu fizesse feio e dormisse no meio de um comentário, apaguei.
Hoje fez um calor de doer a cabeça. Comecei o dia tirando sangue (ontem o exame não rolou), o que é bastante significativo nesse momento. Em um dos exames, tinha que esperar uma hora entre tomar um negocinho e tirar mais sangue. A enfermeira disse: você tem que descansar. E entrei numa salinha onde havia mais 2 grávidas na mesma situação. Umas poltroninhas meio fofas, uma TV com Ana Maria Braga e revistas de fofoca. Fiquei lendo uma que nunca soube da existência até hoje: da Joyce Pascovitch (não sei se escreve assim, mas entende-se quem é). Mundo de Alice total. Percebi minha rotação acelerada em comparação com as outras gestantes, que conseguiam manter o comando "descansar"a sério. Eu dand o sangue e achando que desansar era surreal.
Enfim, hoje a Jô veio aqui e - coitada dela - encarou a árdua tarefa de limpar a parte mais grossa da poeira. Pelo menos não dá mais desespero de ficar aqui dentro, apesar de saber que cada livro da estante guarda quase um tijolo inteiro. Agora a parte das lixas acabou, graças a Deus, porque além de tudo as bichas são caríssimas. E resta o barato do verniz que estou sentindo nesse momento.
E esqueci de falar: hoje o Sr. Vando tá acabando a lavanderia. Colocando os pisos, enfim. Outra cena incrível.
Olha, vou te falar: Acho que até consigo acreditar nessa casa pronta antes do Gabriel chegar...
as redes
Algumas coisas são significativas, e esse momento foi.
Primeiro porque rede não combina com SP. Combina com praia, com interior, com vida boa. Nada mais antagônico ao ritmo local. Por isso, amo as redes, para subverter o padrão.
Temos 3. Ganhamos todas de presente de casamento, e nunca pudemos usar, porque a casa véia tinha paredes de isopor. Ficaram guardadas esperando o dia mágico de embalarem nossos ócios. E o primeiro par de ganchos (de muitos outros que pretendemos espalhar) foi colocado. E a dita já deu início à sua vocação do prazer sem culpa.
Aí, enquanto eu ouvia a orquestra que o Pedro regia, pensava há quanto tempo não me sentia em casa numa casa. Especialmente no verão, quando o que eu queria era sair pra "aproveitar o dia". Lembrei que morar bem é possível, e passamos o dia todinho aqui, sem pressa dele acabar, aliás, sem pressa de nada. e sem vista pro mar.
Agora só falta fazer as redes de amigos aportarem pessoalmente por aqui...
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
As aventuras de Seu Wando e o Esquadrão Franca
Maria Auxiliadora. Se alguém merece esse nome é a minha sogra! Agora, quando estamos com o orçamento mais que estourado, no limite de todos os bancos e empréstimos, ela nos dá mais um presente: contrata uma equipe de pintores para resolver a merda que o Osmar deixou aqui.
Os caras chegaram às 12hs e agora, enquanto eu escrevo essa postagem, têm dois lixando as paredes do terraço com duas politrizes elétricas (como deveria ter sido desde o começo). As paredes do andar superior (onde um dia vai ser o nosso teto verde) estão completamente lixadas e lavadas. Enquanto isso o outro, que veio só para cuidar das madeiras, desmontou as janelas da frente da casa, lixou tudo, limpou o pó e agora organiza tudo de volta lá no quintal.
Seu Wando chega às 7 da manhã e trabalha direto, sem almoçar, até as 15hs. Nessas duas últimas semanas, fez a moldura em volta de todas as janelas da casa, nivelou a massa da janela da sala, terminou o rodapé do corredor, acabou a cisterna, rebocou a lavanderia e restaurou os tijolos que o primeiro Luis quebrou do lado de fora da parede.
Ele fez uma massa com cimento e pó xadrez, quase da cor dos tijolos, e reconstruiu os tijolos todos. A janela do nosso quarto ficou linda! Amanhã os caras devem lixar a casa pelo lado de fora. Esse serviço deve durar mais uns dois dias, para tristeza dos vizinhos, já que a poeira é muita. Graças à Deus está sempre chovendo no final da tarde e isso deve abaixar um pouco a poeira.
Vou deixar para fotografar a coisa toda quando estiver mais adiantado. Assim o impacto é mais radical.
Domingão passei o o dia na rede. Não na web. Na rede mesmo. De índio.
Os caras chegaram às 12hs e agora, enquanto eu escrevo essa postagem, têm dois lixando as paredes do terraço com duas politrizes elétricas (como deveria ter sido desde o começo). As paredes do andar superior (onde um dia vai ser o nosso teto verde) estão completamente lixadas e lavadas. Enquanto isso o outro, que veio só para cuidar das madeiras, desmontou as janelas da frente da casa, lixou tudo, limpou o pó e agora organiza tudo de volta lá no quintal.
Seu Wando chega às 7 da manhã e trabalha direto, sem almoçar, até as 15hs. Nessas duas últimas semanas, fez a moldura em volta de todas as janelas da casa, nivelou a massa da janela da sala, terminou o rodapé do corredor, acabou a cisterna, rebocou a lavanderia e restaurou os tijolos que o primeiro Luis quebrou do lado de fora da parede.
Ele fez uma massa com cimento e pó xadrez, quase da cor dos tijolos, e reconstruiu os tijolos todos. A janela do nosso quarto ficou linda! Amanhã os caras devem lixar a casa pelo lado de fora. Esse serviço deve durar mais uns dois dias, para tristeza dos vizinhos, já que a poeira é muita. Graças à Deus está sempre chovendo no final da tarde e isso deve abaixar um pouco a poeira.
Vou deixar para fotografar a coisa toda quando estiver mais adiantado. Assim o impacto é mais radical.
Domingão passei o o dia na rede. Não na web. Na rede mesmo. De índio.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Irrigando automaticamente...
Passei a manhã de hoje trabalhando na elétrica do sistema de irrigação automática que eu estou bolando aqui para casa. É um esquema simples, mas engenhoso.
A água utilizada no jardim e horta é reaproveitada da chuva. Praticamente toda a extensão do terreno da casa contém um sistema para captação de água da chuva. Não usamos telhado e sim um teto verde, com um sistema de drenagem da água, que acaba filtrando a água da chuva mecanicamente, por gravidade. A rampa da garagem, o jardim frontal, o gramado no corredor, o canteiro e o quintal, todos têm implementado um sistema simples, com caimento da alvenaria projetado para isso, impermeablização de alguns pontos e canos de pvc furados e revestidos com manta bidim, areia e argila expandida.
Essa água toda corre em direção a uma cisterna subterrânea, com capacidade para 2 mil litros de água. Na cisterna, uma bomba ANAUGER 800, protegida por um sistema de filtragem feito com telas de mosquiteiro. Ligados na bomba estão dois sensores de nível da água. Um na cisterna, que aciona quando o nível de água na cisterna é seguro para a bomba funcionar. O outro numa caixa d'água de 500l, no alto da torre, que aciona quando a caixa está vazia.
Da caixa d'água desce o encanamento da água de reuso, que pode ser utilizada no tanque da lavanderia, e segue por um encanamento no canteiro da horta. Em quatro pontos do canteiro estão instalados solenóides, numa linha 110V, conectados diretamente às saídas de água de reuso. São válvulas de entrada de água, utilizadas em máquinas de lavar roupa. A linha 110V onde estão ligados os solenóides está conectada a um timer programável DNI 6220.
Eu tinha perdido o manual do bendito Timer e então fui procurar o site do "FABRICANTE" na internet. Dureza! O site é um catálogo de vendas, sem seção de suporte. Na etiqueta do timer, a marca, modelo e a observação do dia "feito em RPC".
RPC? Sim. Um jeito novo de dizer "República Popular da China". MADE IN CHINA.
Puta que o pariu!
O produtinho é até bem feito, mas tem todo jeito de coisa MADE IN CHINA. Manual mal escrito (depois eu achei), suporte de merda, não existe site do fabricante original, nenhuma informação encontrada na placa de circuito é relevante para se encontrar algo...
Mais fácil do que encontrar algo nas minhas gavetas é encontrar no Google. Tentei em vão encontrar um manual para fazer a instalação.
Por isso, coloco o manual abaixo, transcrito, para ajudar alguém que tenha passado pelo que eu passei...
A - Relógio
A água utilizada no jardim e horta é reaproveitada da chuva. Praticamente toda a extensão do terreno da casa contém um sistema para captação de água da chuva. Não usamos telhado e sim um teto verde, com um sistema de drenagem da água, que acaba filtrando a água da chuva mecanicamente, por gravidade. A rampa da garagem, o jardim frontal, o gramado no corredor, o canteiro e o quintal, todos têm implementado um sistema simples, com caimento da alvenaria projetado para isso, impermeablização de alguns pontos e canos de pvc furados e revestidos com manta bidim, areia e argila expandida.
Essa água toda corre em direção a uma cisterna subterrânea, com capacidade para 2 mil litros de água. Na cisterna, uma bomba ANAUGER 800, protegida por um sistema de filtragem feito com telas de mosquiteiro. Ligados na bomba estão dois sensores de nível da água. Um na cisterna, que aciona quando o nível de água na cisterna é seguro para a bomba funcionar. O outro numa caixa d'água de 500l, no alto da torre, que aciona quando a caixa está vazia.
Da caixa d'água desce o encanamento da água de reuso, que pode ser utilizada no tanque da lavanderia, e segue por um encanamento no canteiro da horta. Em quatro pontos do canteiro estão instalados solenóides, numa linha 110V, conectados diretamente às saídas de água de reuso. São válvulas de entrada de água, utilizadas em máquinas de lavar roupa. A linha 110V onde estão ligados os solenóides está conectada a um timer programável DNI 6220.
Eu tinha perdido o manual do bendito Timer e então fui procurar o site do "FABRICANTE" na internet. Dureza! O site é um catálogo de vendas, sem seção de suporte. Na etiqueta do timer, a marca, modelo e a observação do dia "feito em RPC".
RPC? Sim. Um jeito novo de dizer "República Popular da China". MADE IN CHINA.
Puta que o pariu!
O produtinho é até bem feito, mas tem todo jeito de coisa MADE IN CHINA. Manual mal escrito (depois eu achei), suporte de merda, não existe site do fabricante original, nenhuma informação encontrada na placa de circuito é relevante para se encontrar algo...
Mais fácil do que encontrar algo nas minhas gavetas é encontrar no Google. Tentei em vão encontrar um manual para fazer a instalação.
Por isso, coloco o manual abaixo, transcrito, para ajudar alguém que tenha passado pelo que eu passei...
| ø | ø | ø | ø |
| 1 | 2 | 3 | 4 |
| A | B | F | E |
| • | • | • | • |
| C | D | H | G |
| • | • | • | • |
| 5 | 6 | 7 | 8 |
| ø | ø | ø | ø |
B - Dia
C - Programação
D - Limpa
E - Minutos
F - Hora
G - Reset
H - Manual
Ligação Elétrica:
Entrada / Fase: Pinos 1 e 7
Neutro (ou Fase, se for 220V): Pino 2
Saída / Fase: Pino 8
Carga ligada aos pinos 8 e 2
Referência dias da Semana, abreviados em Inglês:
MO - Segunda
TU - Terça
WE - Quarta
TH - Quinta
FR - Sexta
SA - Sábado
SU - Domingo
Referência da Tecla MAN:
On - Ligado
Auto - Automático
Off - Desligado
ATENÇÃO: Na mudança de ON para AUTO, o Timer permanecerá LIGADO até o próximo evento desligar. De OFF para AUTO, ele permanecerá DESLIGADO até o próximo evento ligar.
Introdução:
Os modelos DNI 6220 e DNI 6221 são temporizadores programáveis. São indicados para ligar e desligar automaticamente aparelhos elétricos em dias e horários determinados pelo usuário.
Importante:
- Verifique a tensão antes de instalar. O modelo DNI 6220 trabalha em 110V e o DNI 6221 em 220V;
- Antes de iniciar a instalação, desligue a chave geral ou disjuntor do circuito;
- Monte o timer sobre um trilho DIN, fixando-o no local escolhido.
- Faça a instalação segundo as recomendações na seção LIGAÇÃO ELÉTRICA;
- Religue a chave geral ou disjuntor.
- Caso o Timer não ligue ao receber energia, pressione o botão RESET por 3 segundos.
- Deixe o timer recarregando por um periodo de 2 horas.
Acertar o relógio:
- Mantenha pressionado o botão RELÓGIO e tecle D até que o dia da semana desejado seja exibido no display (verifique a tabela de Referência dos dias da semana);
- Ainda pressionando o botão RELÓGIO, repita a operação com o botão H para acertar a hora e com o botão M para acertar os minutos.
Programando:
- Pressione o botão PROG uma única vez, para entrar no modo de programação. Será exibido no display "1 on --:--", ou seja, o horário em que a PRIMEIRAprogramação deverá LIGAR.
- Basta então pressionar o botão D para alternar entre as opções de dias em que a programação deverá ser efetuada. São nove opções:
- Todos os dias;
- De segunda à sexta;
- Finais de semana;
- Segunda à sábado;
- Segundas, Quartas e Sextas;
- Terças, Quintas e Sábados;
- Segundas, Terças e Quartas;
- Quinta, Sexta e Sábado;
- Um dia por vez;
- Pressione a tecla H para efetuar a programação da HORA e depois a tecla M para ajustar os minutos.
- Confirme as informações. Estando conforme desejado, tecle novamente PROG para iniciar a programação para DESLIGAR. Será possível ver no display "1 off --:--".
- Repita o mesmo procedimento para programar os DIAS, HORA e MINUTO. Terminado este processo, verifique se as informações estão de acordo.
Importante:
O timer possui uma capacidade de até 8 programações independentes. Para fazê-lo acionar em outros intervalos, basta teclar PROG e efetuar os procedimentos de ligar e desligar.
- Em caso de falta de energia, a bateria interna recarregável manterá a programação e o relógio em funcionamento.
- Evite umidade, altas temperaturas, choques e vibrações;
- Não exponha o timer ao sol ou à chuva;
- Não desmonte o timer;
- Use somente pano macio para limpar o timer, não utilize produtos químicos ou abrasivos;
- Não o mergulhe em água ou outros líquidos;
- Você pode acionar cargas maiores utilizando um contactor. Consulte um eletricista;
- Cargas resistivas são aparelhos que usam resistências: Ferros de passar, chuveiros, aquecedores, lâmpadas;
- Cargas indutivas são aparelhos que usam bobinas ou transformadores: lâmpadas fluorescentes, motores, relês, solenóides, etc...
Especificações:
DNI 6220
Carga Máxima Resistiva: 1750W (10A)
Carga Máxima Indutiva: 250W (1A)
Tensão 110 ˜ 127V
Intervalo mínimo - 1 minuto
DNI 6221
Carga Máxima Resistiva: 3500W (16A)
Carga Máxima Indutiva: 600W (2A)
Tensão 220 ˜ 240V
Intervalo mínimo - 1 minuto
Marcadores:
Anauger 800,
automatização,
DNI 6220,
DNI 6221,
irrigação,
Solenóides,
timer,
Válvula de máquina de lavar roupa
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