segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

té 2009

Bueno...Férias.
Num dia em que SP se afogou na chuva, viemos para Franca, interior.
Uma semana de bode e descanso (espero). Já que o mundo volta das férias coletivas só dia 05, vamos aproveitar esse tempo no interior pra assentar a cabeça e fazer pesquisinhas também por aqui. Porque, por incrível que pareça, 'as vezes vale a pena pagar um frete daqui a SP, dependendo da pechincha...
Qualquer novidade, avisamos... mas qq coisa, feliz ano novo! Porque aqui é o templo da preguiça, e é bem provável que eu tire férias tb do computador, e só volte ano que vem mesmo.
Eita!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

LEDs - aguarde a primeira temporada!

Essa aí eu montei direto, sem resistores. Só os LEDs e a fonte de um Palm que eu encontrei no meio da minha bagunça. Ainda continuo pesquisando. Minha maior fonte de referência é o Instructables, uma indicação certeira do pessoal do Metareciclagem.

Muitos destes componentes que mostram nas montagens são bastante comuns de se achar em fontes de computador, que eu tenho aos montes. Acho que vou levar umas coisas para Franca agora nas festas para poder montar uns brinquedos por lá.

Uma idéia muito bacana no Instructables é a dos caras que montaram kits de LEDs com baterias de 3V e fita crepe e depois colocaram dentro de balões cheios de gás. Os balões sobem acesos e isso deve dar um efeito muito bonito! Também pensei em montar uns dentro dessas miçangas de cristal da 25 de março e tentar descolar umas fibras óticas para montar luminárias.

Minha idéia de desmontar uma lâmpada halógena para montar o kit LEDs dentro também já foi testada por alguém no Instructables, que disse que funciona muito bem. Eu não duvido muito que as luzes sólidas do mercado sejam montadas assim mesmo. Peguei um catálogo na TRAMCHAM (loja de componentes eletrônicos) de uma nova iniciativa deles chamada SOLEDs. Vamos pesquisando...

Permacultura chegou







Hoje tivemos um primeiro papo com a Fê, que vai nos ajudar com o projeto de permacultura. Ela e a Ana Terra deram algumas idéias, e é impressionante o que se pode fazer em uma casa...além do teto verde, aproveitamento de água de chuva, dá pra criar um sistema pra água da pia ir pro banheiro, do banheiro pra outro lado, do outro lado pro filtro, do filtro pras plantas, de lá pro solo que fica limpinho. Dá pra colocar energia solar. Dá pra fazer compsteira com minhoca e fazer lixo virar adubo. Dá pra tanta coisa que eu fiquei animada e muito, muito feliz em poder transformar a casa em um ambiente sustentável.

oba!

a flor da terra


Luiz e as pedras do caminho concreto







vivendo no risco




o projeto...




galeria da obra - parte II
















galeria da obra






















Mondrian passou por aqui...





























Luz Sólida e outras "mandraquices" do gênero

Em 2006 a Kika Nicolela me pediu para ajudá-la com um lance meio doido que ela estava pensando. Ela queria montar uma sala de exibição interativa para uma videoarte (Windmaker) dela. Queria que o filme fosse sendo montado à medida que a pessoa interagisse com ele, sem que a pessoa percebesse isso. Disse que tinha orçado com uns engenheiros eletrônicos para fazer a interface e que tinha ficado uma nota preta. Me perguntou se eu não conseguia bolar um esquema mais barato.

Bem, desmontei um teclado de computador comum e fiz algo que em poucas palavras seria "pendurei um móbile da Beth Lima" em cada tecla e quando a pessoa entrava na sala, sensores de presença acionavam ventiladores, que fariam os móbiles se moverem e acionavam as teclas. A Kika colocou os vídeos num programa de VJ que ela manjava e a coisa toda ficou exposta no SESC Vila Mariana.

O Ching ia fazer a luz para ela, mas o cara tava cheio de trampo e como eu já estava lá na função, disse a ela para comprar uns LEDs grandes que a gente tinha visto na Santa Efigênia. Peguei uma fonte de Zip Drive que eu tinha sobrando e montei uma linha de 5V em todo o espaço. Compramos alguns metros de fio rígido e umas garras jacaré e eu fiz um arranjo prolongando os terminais dos LEDs com os fios rígidos e colocando duas garras jacarés na ponta de cada um. Daí eu pendurava esse arranjo na linha de 5V e ficávamos com uma linda luz azul bem discreta em todo o espaço.

O efeito é duca!

Eu conversei com o Hélio que estava pensando em fazer umas coisas dessas na casa nova e ele me disse que agora tem uma moda de luz com LEDs. É uma nova tendência da iluminação! Comédia... Todo mundo já cansou de ver LEDs em tudo o que é aparelho eletrônico e nunca soube o que era. Agora o LED é tendência. Quer ver um exemplo? Aperte a tecla NUM LOCK do seu teclado. Apertou? Viu a luzinha verde que acende? Pois é. LED.

Isso é um componente básico de eletrônica e custava algo em torno de centavos. Tudo o quanto é equipamento eletroeletrônico do mercado tem LEDs para indicar mudança de estado. O negócio é que os caras inventaram um LED de alta potência e os bichos substituem algumas lâmpadas, tamanha a intensidade luminosa. E de repente, LEDs de todos os tipos passam a custar de R$ 0,60 até R$ 1,60. Oferta e procura...

Comprei uns vinte LEDs pequenos, de cor branca e uns quatro LEDs grandões, daqueles que eu usei no lance da Kika, um de cada cor, para ver o efeito. Depois comprei umas bolas de natal para cortar e fazer o refletor, mas me dei mal, porque a parte de dentro das bolas é preta... Vou montar uma luminária conceito para mostrar pro Hélio depois do Natal.

Os caras estão chamando os LEDs de luz sólida. Deve ser um arranjo de Semicondures de Estado Sólido, que é a categoria de componente eletrônico em que se encaixa o LED (Light Emit Diode - Diodo Emissor de Luz). Luz Sólida! Comédia. É mais um daqueles arranjos marqueteiros de China-Taiwan que produz pérolas como MP10 (algo como um MP3 Player com dez funções). Dureza.

Negócio é que LED novo está mais caro por causa dessa febre. Vamos ver no atacado. O cara me disse que sai uns 10% mais barato, mas vou procurar direto no fabricante.

esmurrando a ponta da faca - Se não pode vencê-los... relaxa e tira férias.


Pra começar, a dureza inesperada.. A etapa que o Luís achou que cumpriria em 4 dias levou 15. Os coitados acharam uma fundação inesperada debaixo do piso, concreto puro. Essa casa jamais voaria para o mundo de OZ, tá devidamente plantada no solo. No fim das contas, é até bom, mas rendeu comentários como esse, do Ricardo, um dos pedreiros:


"Ai, papai! Por que você encontrou a mamãe e eu estou aqui?"


(pelo menos eles têm bom humor. Essencial.)


Agora, ela: a semana pré-natalina. As tais férias coletivas.
Tô falando isso mas acho que todo mundo merece mesmo, já que o mundo não acabou em 2000 nem vai acabar amanhã. Mas pra avançar na próxima etapa, vamos ter que esperar até dia 05 de janeiro. Ou seja, no total, um mês de atraso, aproximadamente.


O lado bom disso vai ser poder realmente colocar a cabeça em outras coisas e deixar esse workahooliquismo paulistano no feezer.
o resto é ansiedade. Tá indo tudo bem, e é o que importa.


boa viagem, relaxa e dança.




sábado, 13 de dezembro de 2008

Casa muito engraçada










 Era uma casa muito engraçada
não tinha teto não tinha nada
ninguém podia entrar nela não
porque na casa não tinha chão
ninguém podia dormir na rede
porque na casa não tinha parede
ninguém podia fazer xixi
porque pinico não tinha ali

Descolados

Quando a gente foi conversar com o Hélio sobre a nossa vontade de deixar a casa com a nossa cara sem gastar muita grana ele falou assim: "Vocês têm que ser descolados".

Eu não tinha entendido muito o que ele queria dizer com isso. Achei que era uma coisa de não precisar de muito acabamento (essas coisas de porcelanato e tudo o mais). Mas depois ele refinou: "Tem que sair para pesquisar preços, materiais diferentes, etc..." A Clau falou que adorava fazer isso e eu torci um pouco o nariz porque já me imaginei numa loja e ela parando para ver cada coisinha linda. A Clau e os irmãos dela têm muito bom gosto para as coisas, mas ficam horas escolhendo e no final ainda perguntam se não tem uma coisa meio mussarela e meio calabresa. Imagine eu...

O negócio é que o nosso dinheiro tem um limite e quando a gente vai comprando as coisas que precisa para a obra, a subtração começa a me assombrar matematicamente. Caçamba a duzentos reais, por três dias? Quantas caçambas nós vamos precisar e por quanto tempo? Contas... contas... contas...

Dei uma volta no bairro, passando pelos locais onde eu sei que a galera não tem muita grana para fazer a obra (morro do Querosene, Bonfiglioli, etc) e fui anotando na mão os telefones de empresas de caçamba. Cheguei em casa e descobri uns vizinhos que fazem o aluguel por R$ 160 por cinco dias. Me explicam que o bairro não faz parte do centro expandido e que o caminhão pode levar e trazer a caçamba em qualquer horário. Bingo! Quarenta reais a menos por caçamba, dois dias a mais e entrega facilitada!

Hélio me passou dois orçamentos das madeiras que a gente ia precisar na obra. Um deles tinha um preço bom, mas era demorado na entrega. O outro era mais perto da obra, mas era mais caro. 

A coisa ia ficar cara, se a gente fizesse as escoras da laje usando cedrinho. Saia mais de R$ 2000,00. Tá certo que eu devo usar muita madeira depois, para fazer uns acabamentos. Mas duas pilas só nisso? Optamos por Pinus, para essa primeira parte. 

Sai de carro com a Clau e o Pedro e fui rodando pela Raposo, procurando madeireiras. Passamos um pouco do Rodoanel quando eu me lembrei que tinha visto uma madeireira em frente ao portão 3 da USP. Na verdade eram duas, uma perto da outra.

Na primeira já conseguimos um orçamento muito próximo da que o Hélio tinha nos passado. A diferença é que eles não nos cobrariam o frete. Na segunda, eles não trabalhavam com pinus.

Fizemos as contas e a Clau disse: "Amanhã a gente negocia e consegue mais barato ainda e sem pagar o frete". Eu tenho medo quando ela diz: "a gente..." e já logo disse: "é melhor você fazer isso, porque eu sou uma merda negociando". O resultado é que a gente economizou quase duzentos reais nessa brincadeira. Os caras me entregaram o material no mesmo dia.

Na quinta, almoçando com o Hélio, nos liga o Zé, o cara que nos venderia tijolos de demolição e o assoalho de peroba rosa. O cara queria nos entregar metade do pedido de tijolos na sexta-feira e já levar o assoalho! O Hélio disse que o cara é muito louco mesmo. Ele tinha nos prometido o material para a próxima semana e de repente nos liga querendo entregar no dia seguinte. Por sorte, não temos espaço na obra ainda... 

Fiz as contas dos tijolos: R$ 0,40 a unidade. R$ 400 o milheiro. Vamos usar onze milheiros: R$ 4400. Já comecei a coçar a cabeça... Ainda falta concreto, ferro, cimento, areia, brita, material elétrico, hidráulica, mão de obra...

A matemática tem me acordado mais cedo...

Ontem a Clau me veio com a idéia de pegar a Raposo Tavares em plena sexta-feira para dar uma voltinha e ir visitando as lojas. TERROR! Falei pra ela que era melhor deixar para depois, mas não consigo ser muito convincente e acabei indo com eles dar a tal voltinha. No caminho fui falando para ela ir anotando os telefones de todas as lojas que pudessem nos servir. Depósitos, madeireiras, serralheiros, materiais de demolição, caçambas... 

Andamos uns 50 kilômetros quando eu percebi que tinha perdido o retorno que evitaria o pedágio da Raposo. R$ 5,40 a menos.

Entramos no Km 39, na estrada para o Parque Caucaia, porque eu me lembrava de ter visto umas lojas de material de demolição no caminho. Não sabia bem em que altura, mas me lembrava do jeitão da loja.

Bom, descobrimos a Demolidora Sólon, que nos cobraria R$ 295 no milheiro do mesmo tijolo e ainda nos faria o assolho bem mais barato que o Zé. Fora o monte de coisas interessantes que têm por lá.

Liguei pro Hélio e marcamos de passar lá na terça, para avaliarmos o material e vermos se é negócio mesmo. 

Em três dias economizamos quase três mil reais!

Tô achando que ser descolado é descolar a bunda da cadeira e ir brigar com a subtração...

Solo

Aqui vão algumas imagens do solo abaixo da casa.



sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

10 pontos na gincana!

a palavra é: PESQUISA!

Hoje, sexta-feira, resolvemos pegar o que nos sobrou da tarde e pesquisar preços de material de demolição. Por sorte nossa, na Raposo tem algumas, desde aquelas de boutique até as mais roots.

Graças ao Parque Caucaia (um espaço para reflexão e meditação da Mensagem de Silo, que ajudamos a construir), conhcecíamos a rota para Caucaia do Alto, em Cotia. Graças à memória do Dja, chegamos a um grande depósito de demolição. Demolidora Sólon.

Conseguimos um preço ótimo pros tijolos e pro assoalho de peroba rosa. "Economizamos", do último orçamento mais em conta, mais de 2.000 reais. Dá pra acreditar? Numa voltinha de 2 horas. Mil reais por hora, um puta cachê! O Hélio ainda vai lá aprovar o material, mas a gente ficou bem feliz com o achado.

Também pegamos todos os telefones das madeireiras no caminho e vamos ligar orçando. De qualquer forma, a noite de sono será tranquila hoje.

15 reais de gasola pode render bastante, se o espírito de caçador baixa na gente. Viva Caucaia!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

na ponta da caneta

Hoje compramos um caderninho da obra. Parece bobagem, mas lá colocaremos nossos custos diários, tim tim por tim tim.
Até agora já tivemos que comprar: lona, madeira pra escorar a lage e pregos, fora a famigerada caçamba (confesso: sou pão-dura pra pagar uma lata gigante de lixo)
dá um certo medo essa etapa.
o caderninho vai ser uma espécie de regulador, fio terra. nunca fui tão organizada...

na ativa

lembra que falei de uma reunião de guerrilha no Parque da Previdência pra impedir que os crápulas empreiteiros + alguns crápulas vereadores + alguns crápulas kassabis aumentassem o inferno da cidade?

pois é, fomos. Não só na reunião no parque, mas em outra, à noite, num lugar bem legal chamado Casa da Cidade, na Vila Madaloca.

O lado bom disso tudo foi ter conhecido tanta gente bacana, ter visto uma causa que junta tantas organizações tão diferentes e perceber que ainda tem jeito (com muuuuuuuuuita briga, mas tem.)

No abaixo-assinado aqui você entende melhor la situación.

Um tijolo, consciência, mais um, mais consciência, mais um tijolo, mais um na rede. Casa não é só na casa, né? A cidade também é, e merece cuidado. É bom a gente saber que pode se meter nessas coisas.





ABAIXO-ASSINADO CONSIDERANDO que a Prefeitura da Cidade de São Paulo não cumpriu o determinado noArt. 293 do Plano Diretor Estratégico vigente, que estabelece os limites legais de sua própria revisão, restritaapenas à adequação das ações estratégicas do Plano Diretor, com possíveis acréscimos de áreas do territórioda cidade para aplicação dos instrumentos previstos no Estatuto da Cidade; CONSIDERANDO que a Prefeitura da Cidade de São Paulo, extrapolando os limites legais da revisão doPlano Diretor Estratégico, simplesmente propôs um novo Plano, o qual suprimiu importantes elementos dodesenvolvimento urbano já conquistados, com significativos retrocessos nos aspectos sociais e culturais doPlano vigente, como as alterações das Zonas Especiais de Interesse Social (ZEIS) ou a retirada da importantefigura dos Planos de Bairro, entre outros; CONSIDERANDO que, ao mesmo tempo, este novo Plano coloca praticamente todo o território urbano sujeitoà venda de áreas construídas superiores às atualmente permitidas, liberando sem controle a verticalização eadensamento ao sabor do interesse puramente imobiliário, desconsiderando seus reflexos na evidente ausênciade sustentabilidade ambiental de nossa cidade; CONSIDERANDO que a Prefeitura da Cidade de São Paulo não apresentou nenhum Plano de Habitação, deTransportes e Circulação Viária, dispositivos estes interdependentes e subordinados às diretrizes do PlanoDiretor Estratégico vigente, cuja concepção e aplicação integradas são fundamentais para a sua revisão efutura elaboração de adequadas Normas de Uso e Ocupação do Solo, como legalmente previsto e não cumpridopelo Executivo, o que por si só invalida o projeto encaminhado à Câmara; CONSIDERANDO que a Prefeitura da Cidade de São Paulo procedeu de forma pouco democrática, desde aapresentação do Projeto até o encaminhamento para a Câmara Municipal, retrocedendo no processo dediscussão e gestão participativa, através de audiências públicas absolutamente carentes de informação, detempo para qualquer manifestação pública consistente, em grosseiro arremedo mal disfarçado de democracia; CONSIDERANDO que a sociedade civil paulistana não aceita mais este tipo de menosprezo para com as Leise os Direitos constitucionais dos cidadãos de participar da concepção, implementação e monitoramento dasintervenções relativas ao desenvolvimento urbano de sua cidade, posto que prejuízos são distribuídos para aimensa maioria da sociedade, enquanto uns poucos se beneficiam;é que,As entidades relacionadas exigem, através deste abaixo-assinado, a imediata mudança depostura da Prefeitura Municipal de São Paulo, retirando da Câmara Municipal o Projeto deRevisão do Plano Diretor Estratégico para, dentro da legalidade e do mais alto espírito democráticoe cidadão, refazer as concepções e procedimentos da revisão do Plano Diretor Estratégico,objetivando o desenvolvimento de uma cidade justa e socialmente includente, planejadade forma participativa e alicerçada no interesse público.

1) Movimento Defenda São Paulo – MDSP
2) Instituto Pólis
3) Centro Gaspar de Direitos Humanos
4) União dos Movimentos de Moradia da Grande São Paulo e Interior
5) Casa da Cidade
6) Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental – PROAM
7) Sindicato dos Arquitetos no Estado de São Paulo - SASP
8) Instituto de Políticas Públicas das Cidades – IPPC
9) Instituto Socioambiental – ISA
10) Sociedade Amigos do Alto de Pinheiros - SAAP
11) Associação dos Moradores do Jardim da Saúde - AMJS
12) Associação Amigos do Jardim das Bandeiras
13) Movimento em Defesa do Campo Belo
14) Federação das Associações Comunitárias do Estado de São Paulo - FACESP
15) Sociedade de Amigos do Jardim Europa e Paulistano – SAJEP
16) Conselho Comunitário de Segurança - Conseg Morumbi
17) Campanha Billing's, Eu Te Quero Viva!
18) SOS Manancial
19) Comitê Gestor da Praça Roosevelt
20) Associação dos Moradores e Amigos do Parque dos Príncipes
21) Associação dos Amigos do Planalto Paulista
22) Associação dos Amigos e Moradores Pela Preservação do Alto da Lapa e Bela Aliança
23) Sociedade dos Moradores e Amigos do Jardim Lusitânia - SOJAL
24) Associação de Segurança e Cidadania – ASSEC
25) Associação dos Moradores e Amigos do Pacaembu, Perdizes e Higienópolis - AMAPPH
26) Associação dos Moradores da Vila Mariana – AMA-VM
27) Associação dos Moradores e Amigos do Sumaré - SOMASU
28) Sociedade Amigos dos Jardins Petrópolis e dos Estados - SAJAPE
29) Associação Amigos do Brooklin Novo - SABRON
30) Sociedade Amigos da Vila Alexandria - SAMAVA
31) Viva Pacaembu por São Paulo - VIVAPAC
32) Associação dos Moradores Amigos do Parque da Previdência - AMAPAR
33) Associação dos Moradores da Vila Noca e Jardim Ceci
34) Sociedade Amigos do Brooklin Velho – SABROVE
35) Sociedade dos Moradores do Morumbi
36) Sociedade Defenda Mirandópolis - SAM
37) Associação de Preservação do Cambuci e Vila Deodoro
38) Movimento de Oposição à Verticalização Caótica e pela Preservação do Patrimônioda Lapa e Região - MOVER
39) Associação dos Moradores da Vila Nova Conceição – AMVNC
40) Associação de Moradores da Vila Cordeiro – VIVACOR
41) Associação Amigos da Vila Primavera - AVIP
42) União dos Moradores da Zona Sul "Olavo Setúbal"
43) Sociedade Mundial de Estudos Espíritas (Kardecista)
44) Central de Movimentos Populares
45) Instituto São Paulo de Cidadania e Política
46) Conselho de Leigos da Região Episcopal Ipiranga
47) Conselho de Leigos da Arquidiocese de São Paulo
48) Areialuz - Projetos Socioambientais
49) Sociedade dos Amigos e Moradores do Bairro Cerqueira César – SAMORCC
50) Associação Cultural e Educativa Ética e Arte
51) GT (Grupo de Trabalho) de Educação do Fórum para o Desenvolvimento da Zona Leste
52) Associação Amigos de Vila Pompéia
53) Conselho das Associações Amigos de Bairros da Lapa e Adjacencias - CONSABS
54) Associação Amigos da Praça João A. Castellano
55) Sociedade Amigos da Cidade Jardim
56) Sociedade Moradores do Butantã / Cidade Universitária
57) Movimento de Moradia COHAB Raposo Tavares
58) Associação dos Moradores do Jardim Christie
59) Fórum das Agendas 21 Centro - São Paulo
60) Sociedade dos Amigos de Bairro do Jardim Marajoara – SAJAMA
61) Associação dos Moradores do Jardim Novo Mundo (AMJA)
62) Conselho Comunitário de Segurança - Conseg Perdizes/Pacaembu
63) Associação dos Moradores Bolsão Residencial Jd.Campo Grande (City Campo Grande) –AMBRECITY
64) Associação dos Verdadeiros Amigos e Moradores do Jardim Aeroporto – AVAMOJA
65) Policidadania – Política e Cidadania
66) Atitude Urbana – Assessoria ao Desenvolvimento de Políticas Públicas Integradas
67) Movimento pela Melhoria da Qualidade de Vida nas Cidades - REVIVACIDADES
68) Associação dos Moradores da Vila Arapuá e Parque Fongaro – AMVAPF
69) Pastoral da Moradia — Área da Pastoral do Jardim Elba
70) Fórum Permanente de Mulheres do Jardim Angela e Jardim São Luiz
71) Centro Maria-Mariá de Formação da Mulher
72) Ágora — em Defesa do Eleitor e da Democracia
73) Associação dos Moradores e Amigos de Moema – AMAM
74) Centro de Direitos Humanos de Sapopemba - CDHS "Pablo Gonzales Olalla"
75) CIRANDA — Comunidade e Cidadania
76) Associação dos Moradores do Jaguaré — SAJA
77) Laboratório de Habitação e Assentamentos Humanos – FAUUSP
78) Associação dos Moradores Pantanal – Capela do Socorro
79) Central de Movimentos Populares
80) Movimento de Moradia do Centro de São Paulo
81) Associação de Moradores do Jardim Edith
82) Associação de Moradores de Jurubatuba

Vizinhança

Tava lendo essa postagem da Clau sobre a padoca e a pracinha e queria comentar o quão bacanas têm sido alguns vizinhos que a gente está conhecendo. Começando pelos contíguos e homônimos, Ricardo (de um lado) e Ricarda (do outro, na foto ao lado varrendo a calçada) e o Seu Domingos, esposo da Dona Ricarda. Depois o José Carlos e a Gabriela, mais adiante, com duas filhas e que querem ampliar a casa. Eles estão num cabo de guerra para saber se a aumentam para o quintal ou para cima. Tudo isso sem sair da casa...

Recomendamos o Hélio para ajudar nesse impasse e hoje o pessoal da obra disse que a Gabriela já tinha passado por lá hoje procurando por ele.

Ainda conhecemos o Seu Moacir, da Madereira, que mora algumas ruas abaixo da nossa e que nos fez um preço bem camarada nas tábuas de Pinus que precisávamos.

Tenho notado uma afetividade nas pessoas que me lembra muito a que a gente tinha lá em Quitaúna quando eu morava lá. Essa vidinha de apartamento que a gente vive aqui na Vila Romana (apesar de a gente morar numa casa) cria situações absurdas, como a de eu nunca ter conversado com o Marcos, meu vizinho aqui de baixo, até o dia em que a calha entupiu e eu resolvi subir no telhado da garagem dele para limpar do meu jeito.

Três anos para a gente saber o nome um do outro e ter uma conversa maior que "bom dia e boa noite". Isso não é vida!

Lá no conjunto basta eu ficar sentado na calçada cinco minutos e logo aparece alguém para se apresentar.

Isso sem comentar todas as pessoas que a gente está conhecendo a partir da nossa participação na Rede Butantã de Movimentos e Forças Sociais. Vizinhos de outros bairros, de outras partes do vasto Butantã. Gente muito bacana e muito engajada.

Duca...

a vida do bairro


Ontem, depois de passar na casa, ficamos dando um tempo, esperando o trânsito melhorar pra voltar pra Lapa.

Fomos numa padoca lá perto, e era incrível a vida do lugar. Gente correndo, crianças brincando, pessoas conversando...parecia feriado! Tinha uma pracinha com brinquedos de madeira - muito suja, por sinal, o que é uma pena. Mas nada é irreversível.

Isso me lembrou que é possível ter esses momentos mesmo em dia de semana. Isso me lembrou que passeio se faz também em dia útil. Isso me lembrou que, num dia no Rio de Janeiro, desejei ser carioca e ter uma praia pra me obrigar a parar de trabalhar às 18h. Lembrei que trabalhar muito é crença de que se tem que trabalhar muito, mais do que necessidade disso. Lembrei o quanto estou acelerada, o quanto preciso respirar.

Vai ser bom viver em um lugar que me lembra coisas importantes dessa natureza...

começou a gincana

E lá vamos nós, pra pesquisa de preços...
200 reais numa caçamba? Caro, né? Também acho, não deu tempo de pesquisar. Começamos fazer isso ontem, com as madeiras, e acabamos comprando de um vizinho nosso, que fez um precinho camarada.

Agora é aquela hora de fazer orçamento, orçamento, pechinchar,... 50 reais e menos aqui, 100 a menos ali, é tanta coisa pra comprar que qualquer economia dá uma diferença ENORME no final...E já tem gente vendendo material de demolição a preço de novo, só porque tá na moda.

fui negociar a tal caçamba, e a desculpa pra não baixar o preço é porque agora o aterro pra despejar o lixo tem que ser particular. Nessa hora, me bateu uma consciência súbita: Nossa, isso tudo que tá saindo daqui vai ter que ir pra algum lugar...

110 reais só de prego. E aí vamos nós!

O que sai e o que fica





Algumas fotos dessa semana






Tá acontecendo com a obra o que aconteceu com o Pedro.

No começo a gente tinha umas 1500 fotos por dia dele. Depois foi escasseando, escasseando... A gente ainda tira muitas fotos, mas não é mais como era no começo.

Essa semana a gente deu uma diminuída na quantidade de fotos. Mas é porque esse trabalho da "quebradeira", como diz o Luis, é um trabalho que vai aparecendo o progresso muito lentamente. Os caras passaram quase a manhã inteira tentando quebrar um concreto na fundação da casa. Concretão preto, dureza mesmo! Depois ficam o resto da tarde cavoucando o local das brocas.

A gente entra na obra e vê terra pra todo lado, pedaço de bloco. Mas a percepção do avanço vai diminuindo... Quando a parte da construção começar, isso é, quando as paredes começarem a ser levantadas, a gente percebe a obra andando mais rápido.