Hoje acordei com um cheque voltando, o que antes daria um mal-estar de uma semana, mas resolvi o assunto em meia hora. Definitivamente, entrei em férias mentais. Resolvi assumir que o mundo real nunca está pronto e a gente não pode esperar o fim dos problemas para parar tudo e descansar.
A Marcha Mundial saiu de SP ontem, deixando grandes superações e questões pendentes. A obra ainda segue, provavelmente até final de janeiro. O documentário que eu estava fazendo na ESPM não acabou agora, conforme eu pretendia. Mas o mundo não termina em 2009.
Esse último mês foi uma prova de resistência. Foi como atravessar o oceano ouvindo o canto da sereia sem se atirar ao mar. Aliás, a cidade tb virou mar. Muita coisa aconteceu.
Mas hoje me veio um agradecimento tão grande... Independente de um quintal pronto, o Dja armou a piscina que a Denise deu e o Pedro pôde ter um dia fresquinho, feliz e lúdico, brincando com o Dudu.
Eles nadaram, depois ficaram assistindo Branca de Neve. Túnel do tempo. Lembrei que férias era tempo de ver desenho, brincar na piscina, brincar com amigos, tomar sorvete, comer pipoca. Aí fui fazer pipoca e sorvete já tinha. Aí me vi sendo a mãe que prepara o dia delicioso de férias, e lembrei que minha mãe fazia isso, e fazia pão no forno, suco e bolo. E eu lembrei que vou pra Franca e minha mãe continua fazendo isso, e percebi que hoje tenho a alegria de ser ao mesmo tempo filha e mãe. E que essas coisas são simultaneamente compatíveis.
E aí fizemos os cálculos do andamento da obra, pra chamar o time de pintores que virá. O seu Vando, aqui, com aquele chapéu de sempre, tocando as coisas numa tranqüilidade que só ele, sem stress, sem problemas, só sorrisos. A cisterna quase pronta, o canteiro lateral pronto, a bagunça com uma perspectiva de fim. E eu ajudando a Jô a arrumar a casa, coisa que hoje eu tive um prazer infinito de fazer, sem o medo besta de estar virando dona de casa assim como quem vira lobisomem.
Aí, no final da tarde, com o Dja dormindo com o Pedro na cama, eu estava tão aliviada de tudo que resolvi tomar banho de banheira. É claro que não enchi ela inteira porque ia acabar com a água do planeta, mas deu pra fazer que nem criança: enfiar o ouvido na água e não ouvir nada. E olhei pra barriga de 7 meses e meio e percebi que ela existia.
Depois subi no terraço. Temos uma casa-spa, com terraço pra ver pôr-do-sol, mas só agora estamos curtindo. Não sei quantos sóis se pondo já vi aqui, muito poucos. A gente não vai muito no terraço porque tem cara de coisa inacabada e coisa inacabada tava dando aflição. Mas hoje subi lá em cima e me pareceu que falta tão pouco...e um vento soprou de repente...
...e eu vi uma meia lua depois de um monte de azul.

Aí sentei no computador com vontade de escrever. O banho foi bom, mas deu calor. E aí liguei o ventiladorzinho robótico-gambiarra que o Dja fez pra mim. Aí me deu ataque de ternura. Umas ganham flores, outras, ventiladores. E liguei a maquininha feita com restos de interruptores e CDs pra sentir a brisa de um amor inventor.

Foram muitos os presentes em 2009.
Obrigada, obrigada, obrigada.
Aí sentei no computador com vontade de escrever. O banho foi bom, mas deu calor. E aí liguei o ventiladorzinho robótico-gambiarra que o Dja fez pra mim. Aí me deu ataque de ternura. Umas ganham flores, outras, ventiladores. E liguei a maquininha feita com restos de interruptores e CDs pra sentir a brisa de um amor inventor.
Foram muitos os presentes em 2009.
Obrigada, obrigada, obrigada.

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