é engraçado. esse mundo tá tão cheio de individualismo que às vezes a gente precisa precisar pra ver que tem ajuda. Tem um valor tão grande em conseguir fazer as coisas sozinho, "sem precisar de ninguém", que a gente esquece como pode ser bom precisar dos outros.
dessa vez, precisamos mesmo.
na reta final da coisa, tivemos surpresas lindas e surpresas desagradáveis. Fazendo e refazendo contas, fazendo, refazendo, vendo o que se podia vender ao invés de vender a alma, nos vimos cercados de carinho.
Dona Socorro e Seo Djair, sempre dispostos a colocar a mão na massa, a ficar com o Pedro nos momentos difíceis, sem falar da torcida...
Meus pais e o apoio de sempre, minha mãe recém-operada tentando ajudar de longe, mais do que já ajudou.
Imãos: Alf, e seus empréstimos a longo prazo. Felipe e Lucas, e a força nos multirões.
Irmãs: Denise, Dri, e as aparições carinhosas, força de sempre. Força de irmã, tão necessária agora, especialmente para mim, tão cercada de homens e guerras diárias, tão em falta com energia feminina, apesar do que pede uma gravidez. E nessas forças inesperadas de irmã, um presente da Dayse. 500 pounds! (nunca torci tanto pra esse câmbio subir!) Chorei até com a notícia, não só pelo alívio de parte das contas, mas por perceber tudo isso: ver que precisar pode ser bom pra gente perceber do quanto precisa pra viver, do que é essencial pra viver.
Obrigada a todos, por nos mostrar que a dependência do outro é uma bênção.
Só um sistema decadente, frágil e artificial acredita em self-made-man. todo o resto, verdadeiro, é pura dependência em harmonia. simbiose.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
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