quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Vizinhança

Tava lendo essa postagem da Clau sobre a padoca e a pracinha e queria comentar o quão bacanas têm sido alguns vizinhos que a gente está conhecendo. Começando pelos contíguos e homônimos, Ricardo (de um lado) e Ricarda (do outro, na foto ao lado varrendo a calçada) e o Seu Domingos, esposo da Dona Ricarda. Depois o José Carlos e a Gabriela, mais adiante, com duas filhas e que querem ampliar a casa. Eles estão num cabo de guerra para saber se a aumentam para o quintal ou para cima. Tudo isso sem sair da casa...

Recomendamos o Hélio para ajudar nesse impasse e hoje o pessoal da obra disse que a Gabriela já tinha passado por lá hoje procurando por ele.

Ainda conhecemos o Seu Moacir, da Madereira, que mora algumas ruas abaixo da nossa e que nos fez um preço bem camarada nas tábuas de Pinus que precisávamos.

Tenho notado uma afetividade nas pessoas que me lembra muito a que a gente tinha lá em Quitaúna quando eu morava lá. Essa vidinha de apartamento que a gente vive aqui na Vila Romana (apesar de a gente morar numa casa) cria situações absurdas, como a de eu nunca ter conversado com o Marcos, meu vizinho aqui de baixo, até o dia em que a calha entupiu e eu resolvi subir no telhado da garagem dele para limpar do meu jeito.

Três anos para a gente saber o nome um do outro e ter uma conversa maior que "bom dia e boa noite". Isso não é vida!

Lá no conjunto basta eu ficar sentado na calçada cinco minutos e logo aparece alguém para se apresentar.

Isso sem comentar todas as pessoas que a gente está conhecendo a partir da nossa participação na Rede Butantã de Movimentos e Forças Sociais. Vizinhos de outros bairros, de outras partes do vasto Butantã. Gente muito bacana e muito engajada.

Duca...

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