terça-feira, 2 de dezembro de 2008

o nosso (en)canto

quando eu era pequena, muito pequena, e me perguntaram o que eu queria ser quando crescer, minha primeira resposta foi: engenheira!

Quem me conhece hoje pode ter noção do absurdo.

Mas nem tanto.

Por quê? - insistiram

Pra construir minha casa, ué! (Era óbvio)


Mais velha, na escola, pediram para que eu desenhasse a cidade ideal. Perdi a obra, mas lembro do conceito: era uma espécie de terra dos Elfos, de casas em árvores e discos voadores. Uma mistura perfeita de vida natural e tecnologia.

Agora, eis o sonho: minha casa sendo construída. Cercadinha de mata. Não é exatamente morar numa árvore, mas será viver quase numa caixa de luz dentro de um jardim.

Não é só o sonho de consumo classe média de ter a própria casa própria. Não é só uma questão de economia, pra parar de pagar aluguel. É ter seu canto, um lugar para forjar quem se é. É um ponto de partida, um ponto de chegada, ponto de referência. É lugar para se construir o encanto de estar vivo e depois projetar isso pro mundo.

Mas nada acontece por acaso. É com muita INTENÇÃO e MUITA, MAS MUITA AJUDA. E a lista de créditos é maior do que final de filme brasileiro.

- Pra começar, tivemos a ajuda de nossos pais, sempre presentes. Sempre acreditando e apoiando. Espiritualmente, materialmente, completamente.

- O projeto é do Helio Carneiro, grande arquiteto e amigo que está concretizando nosso ideal num preço acessível a nossa realidade e com qualidade de casas de revista. Ele e a Olga, sua companheira, sabem bem o que é isso: levantaram a casa deles em cima de uma pedra, uma coisa maravilhosa na serra da cantareira. (ver site da HOM Arquitetura no link blog da obra) É realmente uma bênção poder contar com amigos, porque pensando há tempos atrás, uma casa como essa parecia impossível.

- Conhecemos uma corretora honesta e que jogava no nosso time, coisa rara no mercado imobiliário. Lia, da Krisos. Pessoa ótima, que nos levou até o nosso endereço num dia de graça.

- O proprietário antigo, sr. Georgino, um amor de pessoa. Vendeu a casa reformadinha, em bom estado, foi legal e - o melhor - não estava vendendo a casa por nenhuma razão catastrófica. Todos saímos ganhando.

- Depois, a Milena, gerente da Caixa, que atendeu a gente superbem. E olha que tenho coceira só de passar em porta de banco. Hoje recomendo que todo mundo que puder compre sua casa, ela fez parecer possível conseguir um financiamento. Não passei a confiar nos bancos depois disso, mas pelo menos sei que não vão me roubar tanto.

- E agora, o Luís, que é o responsável pela obra. Cara sério, gente fina também.

E essa lista ainda deve aumentar, porque queremos "permaculturar" a casa, tornar essa constução um exemplo de sustentabilidade. Tem mais gente aí na reta, assunto para futuras postagens.

E cá entre nós, o que mexe dentro da gente fazer sua própria casa não é brincadeira. É mais do que um espaço pra viver, é um canto pra ser. E no nosso caso, também pra receber, porque amigos não faltam.

vamos dando notícias...

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