Logo que a gente virou proprietário do imóvel, eu peguei a chave da casa e fui olhando o espaço em detalhes. O corredor da casa estava lotado de folhas, assim como a entrada. Os encanamentos de chuva do teto estavam entupidos de tanta folhagem. Uma "terrona" preta, fértil e cheia de humus.
Peguei a vassoura e fui juntando tudo. Na frente da casa tem um pequeno canteiro de plantas, que estava cheio de papel, bitucas de cigarro, mato, um limoeiro e uma pitangueira, bem pequenos. Limpei a sujeira (papel e cigarro, que o mato é limpo) e joguei as folhas que eu recolhi na casa inteira nesse quadradinho.
Os vizinhos reclamam muito da folhagem das árvores nessa época do ano (setembro-outubro), porque é preciso varrer o calçamento todos os dias. A árvore (não sei o nome ainda) solta as flores e depois as folhas secas e galhos. Matéria orgânica pra caramba! Na frente da casa dos meus pais a gente tinha uma árvore dessas quando eu era criança. As flores quando ficam molhadas ficam muito escorregadias. Parece um sabão!
Eu sei que no dia a dia da gente, vai ser muito difícil que eu e a Clau fiquemos varrendo a casa. Além disso, são quase 160m2 pra se trabalhar e a gente não é da roça! Foi então que eu fui limando os pisos exteriores da casa. E o telhado, com telhas...
Se a gente colocar plantas nas áreas em que as folhas caem, elas refrescam a casa e ainda comem as folhas que eu teria que varrer e jogar fora. O teto, ao invés de ter telhas, fica com um gramado, que vai se alimentar das folhas, refrescar a área dos quartos e ainda fica como lugar de meditação, bem no alto da casa.
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
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