domingo, 24 de maio de 2009

É possível?

Não me lembro de, lá atrás, ter me perguntado isso. Ou, se perguntei, ouvimos do Hélio: Clau, tudo depende do projeto.
Quem conhece a casa dele, erguida em cima de pedras, sabe do que ele está falando.
No caso, a questão nem é geográfica, já que nosso terreno é bem regular. É econômica.

Fazendo uma retrospectiva, quando compramos a casa, tínhamos um dinheirinho que sobrou pra reforma. A dúvida era: mudamos assim mesmo e juntamos mais, reformamos um pouquinho e juntamos mais e - o que parecia improvável - já vamos logo erguer o segundo piso?!

Essa era a opção mais irracional. Menos provável. E mais desejada. Por força de tração que a imagem de uma casa linda tinha, arriscamos.

Se o Helio achou que não ia dar com o tanto de grana que a gente falou que tinha, ele não disse nada. A gente também não ficou perguntando muito, foi caminhando sem olhar pra trás, pros lados e, principalmente, pros bolsos. É claro que tivemos uma ajuda considerável de meus pais, sem a qual a obra estaria parada, mas de qualquer jeito, hoje nossa situação econômica triplicou. O que moveu tudo isso?

Nada nos dizia ser possível fazer. O segredo foi não dar bola pra isso.

"Por não saber que era impossível, foi lá e fez". É de alguém essa frase, não sei quem. Mas encaixa.

Nenhum comentário: