quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

o concreto do subjetivo: um processo alquímico

Andei pesquisando alguns textos sobre alquimia, por razões que não cabem neste blog. Beeeeeeeeem a grosso modo, transformar metal em ouro é, sobretudo, se transmutar. Como? Ressonando com os materiais no passo a passo do processo.

É necessário calma. Pulcritude. Paciência. Precisão.

Agora vocês devem entender onde quero chegar...

O começo é sempre fácil, novo, empolgante. Por mais que tenhamos uma tarefa titânica pela frente, é tudo uma grande descoberta. É que nem contos de fadas, tudo vai bem até que... um dia...aí a história mesmo começa. Porque começam os conflitos.

Estamos nisso agora. A obra parou por um mês, praticamente, só na espera dos materiais. A tal da ferragem. Fechamos em um lugar, repensamos (deu medo da qualidade final), desistimos, pegamos o sinal de volta, pedimos em outra que era o mesmo preço e...no fim, os caras passaram um orçamento e depois disseram que iam "recalcular", isso com o pedido já feito, os empreiteiros à beira de um ataque e a gente já sem ânimo para orçar e pedir em outro lugar. Resultado: Pagamos quase 500 reais a mais. Isso porque já estamos desesperados com a previsão do orçamento total, e na fé de que vão pintar uns trabalhos pra cobrir o buraco futuro.

Daí, mais pesquisa pra cimento, pra areia, pra aluguel de betoneira, pra madeira, pra frete... Continuo sendo pão dura pra coisas intangíveis, como frete e caçamba. E só nessas duas, devem ir quase 2.000 reais. O lado bom é que nas pechinchas recentes consegimos mais uns descontinhos, e assim vamos.

O segredo, agora, foi colocar a cabeça em outras coisas. Estamos envolvidos na Marcha Mundial pela Paz e pela Não-Violência, em projetos do Movimento Humanista no Butantã, nas nossas respectivas peças de teatro e eu, especialmente, ando dançando e cantando, o que tem sido a bênção das bênçãos nesses tempos. É um curso de danças brasileiras lá no Morro do Querosene, numa casa liiiiinda, cheia de gente bacana, e as aulas são com o Tião Carvalho, um desses mestres de cultura popular.

Se quem canta os males espanta, dançando e cantando, imagine o que acontece!

Porque eu vou dizer... noutro dia eu estava num puta desânimo e depois da aula o mundo tomou outra perspectiva. Daí percebi que não era desânimo, era contrariedade. Birra mesmo. Porque eu queria porque queria terminar a casa inteira agora, sem dívidas, sem ter que pensar em contas, e HELLO!, a realidade estava me atrapalhando. Nada como bater o pé no chão, aterrar no planeta e perceber que esses desafios é que fazem a história tomar rumos interessantes, se a gente não cai no lugar-comum e quer matar logo o lobo mau. Dá trabalho? Dá.

Paciência. Planejamento. Perseverança...

e sem Pressão interna. Amém.

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