segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

entre os delírios do acabamento e a concreta realidade do ferro e concreto

Feliz 2009!

Enquanto Israel e Palestina insistiam num conflito estúpido e Bush aproveitava seus últimos dias cagando no bidê, passei os primeiros dias do ano pesquisando em revistas e sites algumas idéias que vão de decoração a composição de ambientes, passando por algumas idéias novas e ecologicamente corretas de revestimentos, materiais de construção, essas coisas. Na verdade, isso pra mim é um grande prazer. Os que entendem de astrologia podem explicar melhor, mas uma taurina com ascendente libra e lua em touro é regida triplamente por vênus. Isso significa:

amor e um gosto irresistível por coisas bonitas
terror e repulsa irresistível por coisas de mau gosto ou artificiais.

Apesar das horas a fio com a cabeça nisso, foi muito prazeiroso e relaxante. Tive algumas idéias complementares à planta, já comecei a pensar no jardim, já imagino a casa linda, pronta, um pedaço de mundo realmente especial. E ter configurado essa imagem foi essencial para a etapa seguinte: a realidade.

Hoje, conforme já publicado neste blog, fomos ver os ossos da casa: ferragens, cimento, areia, brita, essa coisa de homem. Confesso minha total falta de saco pra isso, salvo somente pela curiosidade de finalmente entender como uma casa é feita. Uma curiosidade de laboratório de anatomia, digamos. Mas meu único desejo nessa etapa é economizar o máaaaaaaaximo possível pra sobrar verba pra alguma coisa bonita depois. O máximo, é claro, mas com material bom. Isso significa bater pernas por aí. E lá fomos nós, pela estrada afora, literalmente. Osasco, Raposo, Carapecuíba, Caucaia...

Daí percebi que as coisas bonitas de depois vão ficar pra bem depois mesmo, porque estamos naquela situação típica de artista-freela-janeiro: muitas promessas e nada concreto. Ou seja, só temos dinheiro pro báaaaaaaasico da obra, e olhe lá. Bateu um medo.

Pensando em alguns planos B, C, D, um possível é refinanciar o carro (até hoje nunca pensei que isso seria possível), uma espécie de empréstimo com o carro de garantia. Isso facilita o trâmite no banco. Mas essa é a porta de emergência, e não precisamos decidir nada já. Dá tempo da boa sorte mostrar a graça.

É nessas horas que aquela imagem da casa pronta e linda faz efeito. É um tipo de ímã que não deixa a peteca cair. É o vamulá. Porque nesse momento, nossa situação é: uma casa posta abaixo e a gincana pra conseguir pelo menos fechar a "caixa" da nova, até que ela vire a dos sonhos...

Ca fé a gente vai.

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